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Diário de Sorocaba





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<< EDITORIAL Uma campanha superficial

Publicada em 14/09/2016 às 07:59
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Faltando 18 dias para a eleição do dia 2 de outubro, o programa eleitoral gratuito no rádio e televisão segue sem abordar com mais profundidade os problemas políticos-financeiros enfrentados por Sorocaba. Até agora, a série de veiculações através dos meios eletrônicos tem sido levada em banho-maria, sem contundência entre os candidatos e com um conteúdo superficial em torno da discussão das reais necessidades da cidade. Talvez seja por isso, além do distanciamento natural da população com a política, que a campanha deste ano segue em marcha lenta, sem empolgar ninguém. O pouco tempo reservado aos candidatos à Prefeitura e à Câmara também não tem apresentado um processo mais agressivo do ponto de vista das propostas de cada um.                   
 
Os poucos minutos obrigatórios de propaganda estão entrando nas casas dos sorocabanos sem ter conseguido mudar até agora o panorama das candidaturas apontadas nas pesquisas de intenção de voto. A lista de promessas cresce, mas, na verdade, ninguém consegue mostrar em sua plenitude o que fazer no sentido de conseguir dinheiro para tudo aquilo de que a cidade precisa. Falar da boca para fora que vai fazer isto e aquilo é fácil, até porque nesta hora vale tudo para atrair o eleitorado, mas o grande problema é fazer o povo realmente acreditar em tudo aquilo que é lançado ao ar. Também há exagero na tentativa de conquistar o voto baseado em apoios políticos como fator fundamental para a cidade resolver suas carências.   
 
Diante da pouca atenção que o eleitorado vem dando aos programas na televisão, há que se destacar a realização de debates entre os candidatos promovidos pelos meios de comunicação e que acabam proporcionando um pouco mais de tempo aos que participam da corrida eleitoral. Fora isso, parece que são poucos os sorocabanos que estão preocupados com as eleições municipais, ao contrário de outras campanhas, quando a movimentação popular foi muito maior. E uma das causas, com certeza, é a decepção com tudo aquilo que acontece de pior na política brasileira. São poucas, por exemplo, as pessoas que sabem dizer os nomes de alguns candidatos que disputam o Palácio dos Tropeiros. O que falta, também, é a apresentação de conteúdos e formas inovadoras de programas políticos. 
 
Dessa forma, tudo parece conspirar para manter o eleitorado distante do processo eleitoral. Portanto, quem procurar fazer o melhor daqui para frente, adotando estratégias que de fato possam se identificar com os eleitores, poderá levar nítida vantagem sobre os seus concorrentes. Por enquanto, por esta ou aquela razão, o processo eleitoral está bem devagar em Sorocaba.            
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