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<< EDITORIAL A reconstrução dos estragos

Publicada em 03/09/2016 às 07:27
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Enquanto no Brasil e em boa parte do mundo muitos ainda tentam entender toda a complexidade do processo que culminou com a queda da ex-presidente Dilma Rousseff, inclusive por que ela não teve seus direitos políticos suspensos conforme determina a Constituição de 1988, os brasileiros fazem as contas e tentam prever quanto tempo levará para o País sair da incômoda situação em que se encontra em termos de economia desacelerada, desemprego crescente, juros nas alturas, inflação descontrolada, alimentos com preços desanimadores, inadimplência avançando e muito mais. Naturalmente, levando-se em conta que o final do ano está chegando, quando as vendas do comércio ajudam a movimentar a economia, além do pagamento do 13º salário para todos os trabalhadores e pensionistas, é possível prever que, de passagem, a tendência é o País sair pelo menos um pouco das dificuldades em que se encontra.                
 
Apesar disso, o fato é que, depois de tudo aquilo que foi desarrumado pelo governo Dilma Rousseff nos últimos anos, não se pode esperar que, de repente, as coisas vão melhorar da maneira como todos esperam. Certamente, o presidente Michel Temer, que ainda não conta com o respaldo de todos os brasileiros, vai ter de ser extremamente competente, colocar a seriedade acima de tudo e trabalhar muito para corrigir as distorções que existem. Se isso realmente acontecer, provavelmente só a partir de 2018 é que os brasileiros começarão a perceber que alguma coisa estará mudando para melhor.         
 
Infelizmente, ao longo dos anos, sem uma visão administrativa integrada à realidade brasileira, os petistas do governo só quiseram interpretar os fatos da maneira que fossem favoráveis a eles. Deu no que deu. Exatamente por isso, neste momento, a gravidade da crise adquire sua verdadeira dimensão quando se pensa nas alternativas em questão.
 
Apesar de o desfecho do impeachment ter correspondido às expectativas da grande maioria dos brasileiros, não será de imediato que o novo governo poderá oferecer uma resposta à altura dos legítimos anseios da população contra a corrupção, o encarecimento de tudo, a inflação infernal, a falta de investimentos e, principalmente, contra o desemprego, que vai se expandindo e agravando a situação de quase 12 milhões de pessoas, além de seus familiares. Afinal, as barbaridades praticadas contra a Nação foram demais.             
 
Ninguém pode se enganar: reconstruir toda a demolição econômica que prejudicou a vida de todo mundo não vai ser uma tarefa fácil.                        
 
Há 1 comentário nesta notícia

Pergunto se só o PT tem responsabilidade nos tópicos citados pelo Editorial. E, ainda, quanto deve-se aos setores desorganizados e alienados

Jamerson - 03/09/2016 - 13:09:26