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<< EDITORIAL A urgência de um novo Brasil

Publicada em 01/09/2016 às 06:59
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Como há muito estava previsto, quase nove meses depois do início do processo de impeachment, finalmente ontem o Senado Federal decretou o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República. Foram 61 votos a favor de sua queda e 20 contra. O Brasil assiste a um momento histórico cujo início foi motivado pela sociedade civil brasileira, cansada de tudo aquilo de pior que ocorria no âmbito do governo, principalmente a vontade incontida de se encastelar no poder a qualquer custo, através de uma corrupção desenfreada jamais vista no País.                                         
 
Como ninguém mais ignora, o esquema criminoso vinha ocorrendo desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu pela primeira vez a presidência da República. O mensalão, por exemplo, já havia deixado perplexa toda a Nação, resultando na prisão do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu e de outras lideranças petistas. Depois, no entanto, veio muito mais, culminando com o caso da Petrobras, que fez a empresa e o Brasil perderem mais de R$ 15 bilhões. Milhões de pessoas foram às ruas protestar contra aqueles que vinham arruinando a Nação com o propósito de se eternizarem no poder. E o desfecho de tudo isso foi justamente a decretação do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República. O que fizeram em prejuízo do Brasil não foi brincadeira. E tudo com a total omissão do Palácio do Planalto, que também se beneficiou de todo o esquema criminoso, que nunca parou de ser levado à frente no País.                                   
 
Num momento como este, o que salta aos olhos é a imensa crise de valores do mundo político e de setores do empresariado, em franca dissonância com os anseios da população brasileira. Ninguém mais ignora que o chamado lulopetismo estabeleceu a corrupção como bandeira de governo, fazendo da impunidade um tipo de conduta que deveria ser seguido por todos. Sem muita conversa fiada, conseguiram institucionalizar a safadeza no Brasil. É incrível como conseguiram atropelar de todas as maneiras tudo aquilo que existe de mais importante para a integração e a coesão social.                       
 
Naturalmente, a ex-presidente não caiu apenas por causa das pedaladas e dos decretos orçamentários indevidos. Na verdade, caiu por ser uma das beneficiárias de um esquema corrupto de poder. Ela caiu porque foi omissa e contribuiu para piorar a crise econômica sem precedentes com o intuito de se manter no poder.                         
O que se espera, agora, é que o presidente efetivado Michel Temer possa estabelecer o quanto antes uma dinâmica administrativa para tirar o Brasil do limbo em que se encontra, com incalculáveis prejuízos para todos os brasileiros. Ele e sua equipe de governo precisam mostrar, com a rapidez que se faz necessária, para o que vieram.
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