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<< EDITORIAL A mulher na política

Publicada em 31/08/2016 às 07:06
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Mais uma vez, nas eleições deste ano, o que se constata é que as mulheres, apesar do espaço cada vez maior que ocupam na sociedade, continuam sendo minoria na vida política do Brasil. Em Sorocaba, por exemplo, de todos os mais de 400 candidatos à Câmara Municipal, muitas vagas que poderiam ser ocupadas por mulheres acabaram não sendo preenchidas. Os candidatos do sexo masculino é que levam nítida vantagem, já que o espaço ocupado por elas giram em torno de apenas 30%. Diante de tudo aquilo que representam para a vida da comunidade, elas deveriam ocupar um espaço bem maior na disputa.                          
 
Basta lembrar que atualmente não temos nenhuma mulher ocupando uma cadeira no Legislativo sorocabano. E, embora o resultado das urnas seja imprevisível, é possível projetar, diante desse quadro, que quase nenhuma mudança mais significativa deverá ocorrer no pleito deste ano, quando só uma ou duas concorrentes, na melhor das hipóteses, terão condições de se eleger. Elas deverão continuar, também na próxima legislatura, com um número muito menor de representantes do que os homens na Câmara de Sorocaba.                 
 
É certo que, com o passar dos anos, haverá de ocorrer uma evolução, contribuindo para que haja um cenário mais equilibrado entre homens e mulheres. O que falta, na verdade, é um incentivo maior para que a mulher possa se engajar de maneira mais efetiva na política, mudando o cenário existente hoje. Há que haver um permanente processo de abertura para que elas tenham melhores condições de participar da vida política. Independentemente de partidos políticos, as mulheres deveriam se organizar em um movimento feminino articulado, reunindo-se regularmente no sentido de procurar embalar um número maior de candidaturas. De um modo geral, são muitas as mulheres filiadas às siglas partidárias, mas a maioria prefere não se candidatar por uma série de razões. 
 
Da mesma forma, é importante destacar que, além de serem minoria entre os candidatos a vereador, a mesma coisa ocorre na disputa pelo Palácio dos Tropeiros. Não só em Sorocaba, mas também na maioria dos municípios, não existem candidatas à prefeita, fato que também ajuda a comprovar como elas ainda estão distantes do processo político. Não resta a menor dúvida de que a democracia é que sairá fortalecida com a participação de um número maior de mulheres no processo político, levando-se em conta, principalmente, que elas reúnem todas as condições de desenvolver ações que possam beneficiar a população em geral. E é isso que conta para que a sociedade possa evoluir como se deve em todos os aspectos. Com certeza, sempre valerá a pena a participação da mulher na vida política brasileira.                             
 
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