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<< SAÚDE Brasileiros estão deixando cigarro de lado, diz estudo

Publicada em 28/08/2016 às 07:04
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(Agência Brasil)
 
Aos poucos, os brasileiros têm mudado seu comportamento em relação ao fumo. É o que aponta o Holistic View, relatório anual elaborado pela Kantar Worldpanel. De acordo com o estudo, a penetração do fumo era de 28% entre os lares da população em 2009. No mais recente levantamento, referente a 2015, o consumo de cigarros chegou a 22% de penetração. A queda foi de 6% entre os anos 2009 e 2015. No próximo dia 29 é comemorado o Dia Nacional do Combate ao Fumo no Brasil. 
 
O consumo do cigarro começou a cair notadamente nos últimos quatro anos. A penetração domiciliar retraiu de 27% para 23% entre os anos 2012 e 2015. O gasto médio por lar com o fumo aumentou, passando de R$ 287,02, em 2010, para R$ 327,41, em 2015. Porém essa variação ficou abaixo da inflação do período. A mostra do Holistic View considera 5,8 mil domicílios, que são expandidos para apresentar a população brasileira. No ano passado, nesta mesma data, governo e entidades alertaram para os malefícios da narguilé. 
 
A narguilé é uma espécie de cachimbo comumente usado em países orientais. De acordo com a psicóloga Cristina Perez, uma sessão de narguilé dura, em média, de 60 a 80 minutos e, durante esse período, a pessoa fica exposta aos mesmos componentes tóxicos presentes na fumaça de uma centena de cigarros, inclusive o tabaco e a nicotina. Os riscos são os mesmo associados ao fumo, incluindo as doenças cardiovasculares, respiratórias e alguns tipos de câncer, segundo Cristina. 
 
Há, ainda, no caso especifico da narguilé, o agravamento da socialização, já que a proposta é de que o mesmo cachimbo seja usado por um grupo de pessoas. “Alguns indivíduos acreditam que, porque a narguilé contém água, não faz mal; mas, na verdade, também contém fumo do tabaco e causa os mesmos malefícios”, explica. “A indústria do tabaco sabe que as pessoas entendem que o cigarro faz mal, causa doenças e provoca mortes e tenta diversificar suas vendas para manter o mercado.” 
 
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