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Diário de Sorocaba





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<< EDITORIAL Sonhos, realidade e esperanças (1)

Publicada em 23/08/2016 às 06:06
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Nunca deixou de ser notável a evolução do ser humano com relação a tudo. Desde sua criação na Grécia, os Jogos Olímpicos sempre se profissionalizaram a cada nova edição. Com a modernidade sempre incontrolável, tudo vai se transformando da noite para o dia. Avaliações físicas mais precisas não param de utilizar programas de computador sofisticados, conseguindo explorar ao máximo a capacidade do atleta. Consequentemente, o nível de competitividade também está sempre aumentando. 
 
Não resta a menor dúvida de que o Brasil encantou o mundo com a realização da Olimpíada no Rio de Janeiro. Apesar dos temores, plenamente justificados em razão de tudo aquilo de pior que acontece no País, a organização, a segurança, a abertura da festa e o seu encerramento deixaram o mundo todo encantado com o que foi apresentado. Pena que, na classificação geral, o Brasil não tenha ido tão bem, apesar de o 13º lugar também não ter decepcionado. O fato, porém, é que os brasileiros podem e devem evoluir. Aqui, infelizmente, as crianças só praticam esportes nos clubes, nas várzeas e nas ruas. Quando amadurecem para competir, param de praticar esporte por necessidade de trabalho ou para ingressar na faculdade. 
 
Nem as escolas particulares com mais recursos têm instalações esportivas condignas e técnicos profissionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, as universidades dão incentivos em forma de bolsa de estudos para aproveitar talentos de quaisquer modalidades que já despontam desde o Ensino Médio. Por isso mesmo, a participação brasileira nos Jogos Olímpicos sempre é marcada por heróis esporádicos. Basta verificar, entre outras, as vitórias do boxeador Robson Conceição e de Isaquias Queiroz na canoagem, obtidas nas disputas realizadas no Rio. Ninguém exige que este ou aquele atleta ganhe sempre, mas que pelo menos mostre empenho e esteja preparado para participar com espírito olímpico. No caso de Robson e de Isaquias, eles superaram tudo e, de forma merecida, garantiram o pódio. Lamentavelmente, apenas outros poucos brasileiros conseguiram isso, não por falta de empenho, mas de uma melhor estrutura para que atletas com potencial possam se especializar nas diversas modalidades esportivas. 
 
Quem sabe se, a partir dos sonhos que foram os Jogos do Rio, a realidade brasileira possa começar a mudar para a consolidação de novas esperanças na próxima edição das Olimpíadas de 2020, em Tóquio. O que se espera é que, até lá, o Brasil tenha condições de trabalhar como se deve para garantir uma melhor participação dos seus atletas. 
 
 
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