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<< ECONOMIA Faturamento na construção cai 19% e influencia varejo da região Comércio varejista fatura R$ 2,5 bilhões, queda de 1,5% na comparação com ano passado

Publicada em 14/08/2016 às 01:02
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(Arquivo DS Fernando Rezende)
O faturamento real do comércio varejista na Região Metropolitana de Sorocaba atingiu, em maio, R$ 2,5 bilhões, queda de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, houve recuo de 1% e nos últimos 12 meses, retração de 3,3%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo, aplicada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado. 
 
Dos nove setores analisados, seis tiveram retração na comparação com igual mês de 2015. As atividades de materiais de construção apresentaram recuo de 19%, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, -5,8%, e concessionárias de veículos, 4,9%, foram determinantes para o desempenho negativo ao impactarem negativamente em 2,9% para o resultado geral. Por outro lado, os segmentos de supermercados (6,5%), farmácias e perfumarias (10,1%) e autopeças e acessórios (10,5%) tiveram crescimento.
 
Em relação ao desempenho estadual, o faturamento real do comércio varejista paulista atingiu R$ 46,1 bilhões, menor resultado para o mês nesta década. A retração foi de 4,5% em relação ao mesmo período de 2015, quando a receita foi de R$ 48,2 bilhões. No acumulado de 12 meses, a queda atinge 5,9%. Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas Araraquara (2,5%), Litoral (1,6%), Guarulhos (1,2%) e Taubaté apresentaram aumento nas vendas em relação a maio de 2015. 
 
Os piores resultados ficaram por conta das regiões de Osasco, registrando queda de 17,2%, Bauru, de -7,8%, ABCD, -6,7%, e Capital, -5,7%. Das nove atividades pesquisadas, apenas três apresentaram crescimento em maio na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques positivos ficaram por conta dos setores de farmácias e perfumarias, com 10,3%, autopeças e acessórios, 6,8%, e supermercados, 2,2%, que juntos amenizaram a queda geral em 1,5%. 
 
Já os setores de vestuário, tecidos e calçados também registram decréscimo de 15,8%, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, -14,9%, materiais de construção, -13,2%, e lojas de móveis e decoração, -10,5%, registram os piores desempenhos em maio e, em conjunto, colaboraram negativamente para o índice geral em 3,9%. Segundo a assessoria econômica da Fecomércio, os resultados de maio estão de acordo com as estimativas divulgadas para o mês das mães, mostrando diminuição no varejo. 
 
De acordo com a Fecomércio, as projeções indicam que, a partir de julho, o varejo tende a apresentar taxas de crescimentos mensais até outubro, que permitiriam encerrar o ano de 2016 com queda próxima de 1%. Embora se mostrem inesperados, esses índices mensais positivos são muito factíveis, observando-se que seriam obtidos em função das bases comparativas bastante frágeis de 2015. No segundo semestre do ano passado, as quedas do faturamento tornaram-se mais intensas, passando de uma média de -4% para 8,8%. 
 
Caso as projeções concretizem-se, segundo a Federação, poderão ser entendidas como um sinal claro de esgotamento do processo recessivo da atividade varejista. Embora ainda sem os elementos que permitam assegurar um período duradouro e de longo prazo de recuperação do movimento do comércio paulista em 2017, essa atenuação das quedas nas vendas pode abrir espaços para a necessária retomada dos níveis de confiança dos agentes econômicos e tornar mais propício o ambientes de investimentos.
 
Assim, ainda de acordo com a Fecomércio, o ano de 2016 tende a fechar com uma variação entre 0% e -1% no faturamento real, graças aos bons desempenhos dos setores de farmácias, dos supermercados e de autopeças e acessórios. Para a pesquisa, foram utilizados dados da receita mensal, informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda e a Federação do Comércio. 
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