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<< BRASIL Líder da Rede quer antecipar votação da cassação de Cunha Deputado vai apresentar requerimento pedindo a antecipação do dia 12 de setembro

Publicada em 12/08/2016 às 07:01
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(Agência Brasil)
O líder da Rede na Câmara, deputado Alessandro Molon, prometeu apresentar na próxima sessão plenária um requerimento de convocação extraordinária pedindo a antecipação da votação da cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB). A estratégia da oposição é tentar constranger os parlamentares, ao classificar como aliado do peemedebista quem votar contra o requerimento. Na quarta-feira (10), o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM), marcou a votação da cassação para 12 de setembro. 
 
O caso será, portanto, votado em plenário após a conclusão do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, prevista para o fim deste mês. A data era defendida pelo Palácio do Planalto, que teme que o deputado afastado retalie o governo Michel Temer depois de ser cassado. “Nosso objetivo é, na primeira sessão da Câmara, apresentar um requerimento de convocação extraordinária, para antecipar a votação da cassação de Eduardo Cunha”, afirmou Molon, em entrevista na Câmara. 
 
A inclusão do requerimento na pauta de votações, porém, depende de decisão do próprio presidente da Câmara, o que diminuiu as chances de o pedido de antecipação da votação de Cunha ser submetido ao plenário. Para Molon, é inaceitável que a cassação do ex-presidente da Casa seja votada em 12 de setembro. “É uma data que tem tudo para não dar certo, seja pela proximidade da eleição, seja por ser uma segunda-feira”, disse. “Parece que a Câmara, no fundo, não quer votar a cassação de Eduardo Cunha.” 
 
Molon disse, ainda, ter a impressão de que boa parte da base do governo quer salvar o mandato de Cunha. Na quarta-feira, Maia rebateu as críticas de que a data tenha sido escolhida para ajudar o ex-presidente da Câmara a se salvar da cassação. Ele disse ser mais fácil garantir quórum no plenário para votar o caso do peemedebista antes das eleições municipais, previstas para o início de outubro, do que depois. “Duvido de que esse plenário não vai estar presente para a votação.”
 
JUSTIFICATIVAS – A justificativa para escolher a data é que não será possível votar o caso na próxima semana, porque não haverá atividades na Câmara, em razão do início da campanha eleitoral. Na semana seguinte, será a decisão do impeachment no Senado, o que também impossibilita a votação. Entre 29 deste mês e 2 de setembro, Maia deve assumir o comando do País interinamente, por causa da viagem do presidente em exercício, Michel Temer, para a reunião do G20 na China.
 
Com isso, não poderia presidir a votação; a função seria transferida para o 1º vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP). Na primeira semana de setembro, também não seria possível votar a cassação, por conta do feriado de 7 de setembro, o que diminuiria o quórum. Por essa linha de pensamento, restou, portanto, a semana entre 12 e 16 de setembro. Parlamentares próximos a Maia dizem que ele não escolheria o dia 13, por ser um número que identifica o PT nas urnas eleitorais. 
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