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Diário de Sorocaba





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<< EDITORIAL A saúde sempre na pior

Publicada em 12/08/2016 às 07:00
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Apesar de tudo aquilo que se fala a respeito, o atendimento médico-hospitalar no Estado e no País continua com a saúde na UTI, muito embora essa não seja uma notícia nova. Se mesmo em Sorocaba, uma das cidades mais importantes do Brasil, a situação ainda precisa melhorar muito, principalmente por causa do crescente número de pessoas que diariamente procuram os serviços de atendimento, pode-se imaginar como não são as coisas nos pequenos municípios, geralmente desprovidos de instalações e de materiais adequados, sem se falar da falta de pessoal qualificado. É extremamente degradante ver tanta gente morrendo nos corredores dos hospitais por este Brasil afora como se fossem pessoas de quinta categoria. Certamente as coisas seriam diferentes se os responsáveis por tudo isso fossem parar na cadeia.
 
Pior de tudo são as notícias que sempre surgem dando conta de que em muitos hospitais públicos não são poucas as vagas que por este ou aquele motivo estão desativadas por falta de recursos de toda ordem. Em muitos deles falta de tudo: médicos, enfermeiros, comida, remédios, investimentos, num evidente prejuízo para quem precisa de assistência médica. Muitas vezes as denúncias dão conta da existência de um bom número de leitos desativados. Em outros casos, o percentual não é alto, mas os pacientes internados sofrem com a estrutura precária e o serviço deficiente. Basta verificar as reclamações que muitas vezes os pacientes fazem do atendimento prestado no Hospital Regional de Sorocaba. 
 
O fato é que apenas providências paliativas tentam contornar os problemas existentes. Enquanto isso, o dinheiro dos contribuintes se perde pelos caminhos sob a forma de projetos que nunca começam ou nunca terminam, sem se falar das obras mal-explicadas quanto à sua utilidade, preços superfaturados e das "comissões" que, no fundo não passam de deslavada corrupção. Todo mundo sabe o que acontece por este imenso País. O trabalhador, que rala para pagar impostos durante mais de quatro meses por ano, quando adoece é obrigado a amargar filas e enfrentar uma burocracia sem fim para conseguir uma consulta para breve ou uma vaga num hospital público. Isto, é claro, quando não morre antes.        
 
Num país em que o governo sempre pretendeu fazer e acontecer para aparecer no exterior, sem levar em conta se isto atendia ou não aos interesses dos brasileiros, está na hora de esse tipo de descaso acabar. Ninguém suporta pagar tanto imposto e não ter atendimento um pouco melhor. O fato é que o poder público, nas esferas federal, estadual e municipal, tem a obrigação de dar a seus cidadãos um sistema de saúde que realmente funcione como se deve.         
 
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