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<< EDITORIAL É na infância que tudo começa

Publicada em 06/08/2016 às 07:49
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Por mais que se fale a respeito, inclusive com o desenvolvimento de muitas campanhas educativas, como tivemos na semana passada em Sorocaba, infelizmente as leis de trânsito nunca são devidamente levadas a sério por motoristas e pedestres no Brasil. Em razão disso, é cada vez mais elevado o número de acidentes que causam mortos e feridos a todo instante, sem se falar de uma série de sequelas de deficiências físicas e mentais. Os prejuízos de toda ordem são incalculáveis, inclusive com grandes danos financeiros à Previdência Social. E uma das causas primárias de tantos transtornos é a falta de uma educação básica familiar, seguida da educação escolar específica de trânsito nos cursos fundamentais.                             
 
Atualmente, o que se observa é o despreparo das pessoas para conviverem de maneira saudável no trânsito. Não só as técnicas de aprendizagem são deficientes, como também o comportamento emocional deixa muito a desejar no trânsito. O desrespeito ao público e às normas legais, o uso excessivo de álcool, a falta de cidadania básica e a imprudência são fatores que transformam o trânsito brasileiro num verdadeiro perigo para todas as pessoas. E tudo aquilo que existe de pior não para de acontecer em razão da impunidade que favorece as ações irresponsáveis e criminosas de tanta gente.            
 
Naturalmente, todos vivem uma dinâmica de vida impressionante, com as correrias se impondo a todo mundo, mas isso não justifica todos os erros que são praticados. É preciso haver mais educação, consciência e responsabilidade caso contrário ninguém sabe até que ponto as barbaridades no trânsito poderão chegar. E não há como negar que tudo isso reflete, com muita clareza, os resultados de um sistema de formação de condutores cheio de falhas, dedicando-se muito mais a ensinar aos alunos passarem nos exames do que efetivamente a ter cidadania e educação no tráfego. Dessa forma, como é que alguma coisa poderá melhorar em benefício de todos? É evidente que noções de direção defensiva, primeiros socorros e aulas teóricas e práticas também ajudam a formar bons motoristas.
 
O fato é que, em todos os aspectos da vida, o que deve prevalecer, em primeiro lugar, é a educação proporcionada na família, seguida pela educação de trânsito nas escolas e por uma fiscalização adequada e rigorosa. O que conta mais é o histórico de vida educacional das pessoas. A verdade é que sem uma educação efetiva na infância, jamais os problemas que nos rodeiam deixarão de existir.  
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