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<< SOROCABA Obra da ETE Aparecidinha chega aos 50% de intervenções concluídas

Publicada em 19/07/2016 às 05:48
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(Divulgação)
As obras remanescentes da Estação de Tratamento de Esgoto Aparecidinha atingiram na última semana os 50% do total das intervenções previstas em seu projeto executivo, devendo ser finalizadas até o fim deste ano, a exemplo do que vai ocorrer com o coletor-tronco do córrego Pirajibu, cujas obras também estão em andamento e devem ser entregues até o fim de 2016. Com as duas intervenções, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba vai completar o Programa de Despoluição do Rio Sorocaba.
 
Instalada nas margens da Rodovia “Castelinho”, essa ETE terá capacidade para tratar 115 litros de esgoto por segundo, abrangendo os bairros de Aparecidinha e Brigadeiro Tobias. Antes do início dessas obras remanescentes, cerca de 80% da estação estavam concluídos, quando a empreiteira vencedora da licitação abandonou a obra. As intervenções que vêm sendo executadas abrangem toda a estação, cujas instalações e equipamentos já existentes estão passando por revisões e adequações, ao mesmo tempo em que componentes e mecanismos que faltavam estão sendo instalados.
 
O trabalho inclui a estação elevatória (bombeamento) de esgoto bruto, grade rotativa e desarenador com raspador e rosca transportadora de sólidos, reatores anaeróbios, filtros biológicos e sistema de aeração, decantadores, estação elevatória de recirculação de lodo, tanque de contato de cloro, tanque de recepção e mistura de lodo e sistema de desidratação, sistema de chegada e distribuição de energia, sistema viário interno e de drenagem pluvial, prédio administrativo e tubulação do efluente final.  
 
Embora esteja entre as menores estações projetadas para o Programa de Despoluição do Rio Sorocaba, a ETE Aparecidinha não pôde ser entregue nos prazos inicialmente estabelecidos, devido a três paralisações ocorridas. A primeira delas aconteceu logo no início das obras, quando foram encontrados vestígios de um sítio arqueológico na área de sua implantação, fato que obrigou a autarquia a suspender os trabalhos e contratar uma empresa especializada em arqueologia, respeitando-se as etapas de prospecções do solo e coleta dos materiais encontrados, e de elaboração de relatório detalhado pela empresa contratada, cuja conclusão foi de se tratar de fragmentos de utensílios e objetos diversos, como louças, do período pré-colonial.
 
Após a conclusão desse trabalho e a retomada das obras, uma nova interrupção foi necessária, desta vez para adequação do projeto executivo, uma vez que ocorreram alterações por parte da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no que diz respeito às especificações do concreto para utilização em Estações de Tratamento de Esgoto. Finalmente, a última paralisação deu-se com o abandono das obras por parte da empresa vencedora da licitação – ECL Engenharia - fato que obrigou a autarquia a passar por um longo processo para definir o inventário da obra, determinando exatamente o que já havia sido cumprido do projeto e o que restava para a conclusão. Tão logo essa etapa foi concluída, a autarquia lançou a licitação para a contratação de empresa especializada para a conclusão das obras, processo que foi finalizado com a assinatura do contrato com a empreiteira vencedora em janeiro deste ano.
 
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