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<< EDITORIAL O recuo da inadimplência

Publicada em 14/07/2016 às 06:16
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Conforme o DIÁRIO publicou anteontem (12), a inadimplência menor em Sorocaba, durante o mês de junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, não deixa de ser uma notícia um pouco mais animadora para os lojistas da cidade, como enfatizou o presidente da Associação Comercial de Sorocaba, José Alberto Cépil. Da mesma forma, o noticiário também mostra que houve um recuo da inadimplência em nível nacional, o que não deixa de confirmar que alguma coisa parece estar mudando no Brasil. 
 
Levando-se em conta que no início do mês de setembro, como acontece todos os anos, os aposentados e pensionistas deverão receber a primeira parcela do 13º salário, tudo indica que o comércio de todo o País tem motivos de sobra para ter uma expectativa favorável de vendas nos próximos meses. Tudo indica que mais de R$ 40 milhões deverão ser injetados no comércio local. Posteriormente, até o final do ano, com o pagamento do abono salarial a todos os trabalhadores, mais de R$ 220 milhões vão impulsionar o comércio natalino. E isso, naturalmente, é bom para a cidade, já que toda a economia deverá ser revigorada, movimentando-se todas as atividades produtivas e comerciais.
 
O importante, no entanto, é o consumidor estar atento a tudo e não se envolver com as dívidas a perder de vista. A inadimplência não é um bom negócio para ninguém, pois ela só amplia os juros de todos e faz as dívidas se multiplicarem com grande rapidez. Sabe-se que a própria quitação de débitos, no caso de prestações em atraso, estimula a movimentação de recursos, levando-se em conta que, com as contas em dia, os consumidores se sentem em condições de assumir novos compromissos a prazo.  
 
Nunca é demais lembrar que uma boa alternativa, sempre que possível, é usar o dinheiro para compras à vista, o que permite escapar dos juros elevados. Essa é uma questão que quase ninguém leva em conta, mas esse detalhe só contribui para arrasar com o orçamento doméstico de muitas famílias. 
       
O fato é que, além dos consumidores, os lojistas, a indústria em geral e os agentes econômicos estão um pouco mais otimistas com a redução da inadimplência, já que ela só traz problemas que prejudicam a produção e as vendas. Naturalmente, alguns sinais já animam um pouco mais, mas é preciso considerar que o poder de compra da população ainda está muito longe de um aquecimento ideal. Por isso mesmo, todo mundo precisa aguardar dias bem melhores, fazendo de tudo, principalmente, para que a inadimplência possa recuar muito mais. 
 
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