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<< POLÍCIA PM está detendo quem critica a corporação no Facebook

Publicada em 09/07/2016 às 22:43
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Pessoas que fazem críticas contra a Polícia Militar em post de redes sociais como Facebook estão sendo detidas e indiciadas por desacato, e estão ganhando os noticiários. Em fevereiro, em Sarapuí, que pertence a Região Metropolitana de Sorocaba, a Polícia Militar usou uma bomba de gás em meio a uma confusão em uma festa de carnaval. Um jovem que criticou a PM por lançar bombas de gás lacrimogêneo foi autuado por desacato, difamação e injúria.
 
No mesmo mês, um rapaz de 19 anos foi indiciado por dirigir com um carro rebaixado, e depois fez um post reclamando no Facebook. Segundo a PM, ele participava de uma corrida clandestina ou ‘racha’ em São Paulo. Ele foi autuado por desacato.
 
No final de março, Henrique Silva Finco, 30 anos, estava em uma delegacia para falar sobre o roubo na firma em que trabalhava. Dias antes, ele tinha feito críticas à PM por abordar veículos irregulares. Dois PMs o reconheceram e o prenderam também.
 
Um dos casos mais emblemáticos, com direito a foto, no último dia de junho, foi marcado pela detenção do jogador de basquete, Wesley Venâncio. Ele postou no Facebook: “Pra pegar os filhos dos outros e bater na cara e outras coisas eles são bons. Aí chega o crime organizado aqui e leva um banco, e os PMs sumiram, cadê? Correu [sic]". 
 
Por causa disso, a dois policiais militares o detiveram em casa e registraram um boletim de ocorrência por desacato. Policiais postaram uma foto do jovem entrando na delegacia com as mãos para trás, ao lado de um PM.
 
Em Itatira, no Ceará, um adolescente de 17 anos postou: "Aqui em Itatira os roubos acontecem e a polícia não faz nada, e quando faz é para ajudar bandido". Ele foi acordado no meio da tarde do dia seguinte por policiais militares e levado por 16 km a um posto da Polícia Militar. De lá viajou com um conselheiro tutelar até outra delegacia. O caso foi registrado como desacato.
 
 
Crime de desacato
 
O crime de desacato está previsto no Código Penal, de 1940, e pode ocorrer contra funcionários públicos. Não há menção especial a forças de segurança. A pena é de multa ou detenção de seis meses até dois anos. 
 
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