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<< EDITORIAL O sentimento constitucionalista

Publicada em 09/07/2016 às 06:41
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O Estado de São Paulo revive nesta data a epopeia da Revolução Constitucionalista de 1932. É bem verdade que o movimento revolucionário perdeu-se no tempo, mas ainda hoje a sua mensagem e o seu significado continuam bem vivos na memória de muita gente e sendo enaltecidos de geração a geração. Nunca é demais lembrar que o nosso Estado, com essa epopeia, assumiu perante a história uma posição definida de nunca compactuar com aqueles que, em estando no poder, usam-no de maneira discricionária e contra os interesses do povo e das liberdade humanas. 
 
Ao assinalarmos a passagem do 84º aniversário da Revolução Constitucionalista, não podemos deixar de enaltecer a posição de São Paulo, que sempre se destacou pela defesa intransigente dos postulados democráticos contra os que, por esta ou aquela razão, pensam que podem tumultuar a vida nacional. A vocação dos paulistas para a democracia é algo notório, exatamente como acontece agora com os casos de corrupção, que envergonham o País e precisam ser combatidos a todo custo. Ainda hoje é de suma importância preservar a vocação democrática de nossa gente. Muito embora São Paulo não tivesse levado a melhor, terminada a revolta a verdade acabou triunfando, entendendo-se o que realmente os paulistas queriam, ou seja, um governo constitucionalista.                              
 
Justifica-se, portanto, as festividades cívicas que serão realizadas neste sábado em todos os quadrantes do Estado de São Paulo. Na realidade, não se pode esquecer um fato histórico pleno de heroísmo e de idealismo. São Paulo, naquela época que já vai distante, pegou em armas não para se separar do Brasil, mas para fazer com que se cumprisse a lei. Embora hoje em dia sejam poucos, a reverência de todos os paulistas deve ser muito especial aos veteranos que se transformaram em uma legenda para quantos acreditam nos destinos do País e que conhecem a sua história.
 
Se este momento que passa deve ser de reverência aos nossos combatentes de 32, da mesma forma deve ser de prece para todos que honraram a bravura da gente paulista. Quase todos já partiram do nosso convívio, mas deixaram exemplos e  muita saudade no coração da coletividade de São Paulo. O mais importante de tudo é que aquele movimento, épico como ele só, deixou para os paulistas de todos os tempos uma mensagem imorredoura. Na realidade, uma mensagem de amor à liberdade e de opção pela democracia.          
 
Enquanto essa lembrança permanecer na mente e na alma de todos, dando sustentação às comemorações do 9 de Julho, a nossa terra paulista jamais renunciará a sua liberdade para embarcar de maneira inconsequente em aventuras ideológicas. Certamente, este é o grande legado da Revolução de 32.         
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