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<< ECONOMIA Mercado Livre de Energia pode reduzir  até 30% a fatura para empresas

Publicada em 05/07/2016 às 06:39
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A crise econômica tem feito as empresas buscarem mais atrativos para se tornarem mais competitivas no mercado e conquistar novos clientes. Isso faz com que elas também busquem sempre o menor custo de produção para economizar e investir em mão de obra, produtos e inovações, entre outros itens. E a energia elétrica está entre os insumos mais caros para os empresários, porém a possibilidade de adesão ao Mercado Livre de Energia tem feito com que os mesmos fiquem mais aliviados com o fato de poder escolher seu fornecedor de energia elétrica.
 
Para informar sobre as oportunidades do Mercado Livre de Energia, a Regional de Sorocaba do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), por meio de seu Departamento de Infra-Estrutura, e a Votorantim Energia realizaram uma Rodada de Relacionamento. O evento reuniu empresários de indústrias de Sorocaba e da região, que foram recebidos na entidade pelo diretor titular do Ciesp Sorocaba, Antônio Roberto Beldi,  pelo 1º vice-diretor Erly Domingues de Syllos e pelo 2º vice-diretor, Mário Tanigawa. O evento também contou com a apresentação do gerente da Diretoria de Infra-Estrutura do Ciesp, Sérgio Ojima, e teve palestra do gerente geral comercial da Votorantim Energia, Cléber Mosquiara, que abordou questões sobre a gestão energética e redução dos gastos para tornar a empresa mais competitiva no mercado.
 
O Mercado Livre foi criado pelo governo federal em 1995, com o intuito de gerar competitividade à indústria nacional. Empresas com demandas a partir de 500 kW têm a livre escolha para decidirem o seu fornecedor de energia. Além disso, a empresa pode negociar preços, indexadores e demais condições, de acordo com as suas necessidades. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, aliás, o Mercado Livre possui hoje 2.262 empresas participantes, aumentando a cada ano. Essas empresas representam 23% de participação da carga (GW) total. Já o Mercado Cativo, aquele em que as empresas pagam suas faturas emitidas pela distribuidora de energia elétrica, ainda representa a maior parte, 77% na participação da carga.
 
Segundo Cléber Mosquiara, a migração para o Mercado Livre é garantida em qualquer parte do Brasil, e assegura a economia na fatura, dando um alívio ao bolso do empresário. “O contrato é feito baseado nas necessidades da empresa, possui contrato pré-estabelecido e é livre do repasse das bandeiras tarifárias”, explicou Mosquiara aos empresários. Para ele, as indústrias também podem optar em buscar energia de empresas que vendem de forma alternativa, como a energia solar fotovoltaica, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, que também está acessível as empresas de médio porte.
 
Segundo o gerente da Diretoria de Infra-Estrutura do Ciesp, Sérgio Ojima, no último mês os clientes que migraram para o Mercado Livre puderam ter uma redução no valor da energia variando de 20 a 30%. “É um mercado promissor e que pode beneficiar muitos empresários, além de tornar as empresas mais competitivas”, completou Ojima. Para o diretor titular do Ciesp Sorocaba, Antônio Roberto Beldi, a portabilidade é uma forma eficiente e sadia para a competitividade e conquista de mercados. “É necessário o empresário ter outros meios para evitar altas tarifas, voltar a crescer e a movimentar a economia”, resumiu.
 
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