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<< SAÚDE Policlínica tem atendimento para pacientes com risco de AVC

Publicada em 05/07/2016 às 06:37
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(Secom/PMS)
A Policlínica Municipal “Dr. Edward Maluf”, no bairro de Santa Rosália, ligada à Secretaria da Saúde da Prefeitura, tem também um ambulatório de anticoagulação de sangue com atendimento específico para pacientes com risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), chamado popularmente de `derrame´. São atendidas cerca de 200 pessoas ao mês, em média. “Há 10 anos começamos a estruturar o formato atual e fomos progredindo, melhorando o acompanhamento a esses pacientes”, explica a coordenadora do laboratório, a médica cardiologista Débora Patrícia Duarte. 
 
“Nosso principal trabalho aqui é controlar a espessura do sangue desses pacientes e evitar a formação de coágulos indesejáveis (trombose). É o que as pessoas chamam de afinar o sangue”, explica a médica. Esse controle é feito por meio de exames periódicos, em alguns casos semanais, e a prescrição de medicamentos anticoagulantes; um deles, o Varfarina, é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
A paciente Elza Teixeira Ribeiro, 57 anos, há 5 anos é assistida no ambulatório. Ela tem uma prótese no coração e, por isso, necessita de acompanhamento específico. “Eu venho a cada 40 dias, faço os exames e recebo orientações sobre alimentação e como tomar os medicamentos”, comenta. 
 
QUADRO PERIGOSO - O quadro desses pacientes pode variar rapidamente. Em alguns casos, por exemplo, eles podem apresentar sangramento, sendo necessário alterar a dosagem da medicação. “Antes da criação deste ambulatório, esses pacientes ficavam espalhados pela rede pública de saúde, o que dificultava o tratamento adequado”, acrescenta a dra. Débora.
 
Importante ferramenta de diagnóstico é um aparelho portátil chamado Coágulo Check, que faz a medição do nível de espessura do sangue, na hora. “É um exame muito parecido com o do controle de diabetes. Fazemos um furinho no dedo do paciente, para a coleta das amostras em fitinhas”, demonstra a enfermeira Ana Maria Marques da Silva, que também faz parte da equipe do ambulatório. 
 
“Não trabalhamos sozinhos, porém. Existe um protocolo de encaminhamento que criamos para a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Santa Lucinda (que tem um setor de cardiologia pelo SUS) e também para o serviço de atendimento municipal a pacientes acamados”, explica a médica coordenadora do ambulatório. “Não é possível precisar quantos AVCs evitamos, mas temos certeza de que foram muitos”, finaliza.
 
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