Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< ECONOMIA Frio pode ter conforto dentro de casa sem aumentar consumo de energia Banho quente no Inverno pode custar até R$ 36,34 a mais na conta ao mês

Publicada em 29/06/2016 às 06:20
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A chegada do Inverno nem sempre significa uma redução na fatura de energia. Na busca por comodidade e conforto, é preciso ficar atento para que o chuveiro e o aquecedor elétrico não tenham o mesmo impacto ou até maior no orçamento doméstico que o ar-condicionado no verão. Para se ter uma ideia, o chuveiro representa 30% do consumo de energia de uma residência no frio, enquanto o ar-condicionado equivale a 18% no verão. 
 
A orientação é da própria concessionária CPFL, orientando: seja ligando aquecedores, tomando banhos mais quentes e longos ou acionando máquinas de secar roupas, a surpresa pode acabar sendo desagradável na conta de luz. O uso de eletrodomésticos sem o devido cuidado contribui para que haja um aumento perceptível no consumo de energia. Então, para que a conta não fique `amarga´, é preciso estar disposto a mudar pequenos hábitos sem perder o conforto e a qualidade de vida.
 
Assim como o ar condicionado no calor, o chuveiro elétrico é o principal responsável pelos gastos no frio, tanto de energia, quanto de água. Ao utilizá-lo no modo `inverno´, o acréscimo no consumo é de até 75% em relação ao modo `verão´. Segundo estima a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um banho quente com 30 minutos de duração consome de 2 a 3 kWh (quilowatts-hora), o que equivale a aproximadamente 79 kWh no mês. Como o valor médio da tarifa residencial (tarifa B1) em São Paulo é de R$ 0,46 por quilowatts-hora, esse banho significa um custo mensal de R$ 36,34. 
 
No caso do chuveiro, a economia passa pela mudança dos hábitos e pela procura por equipamentos mais eficientes. Mudança de habito significa tomar banhos mais curtos ou em horários do dia em que a temperatura esteja mais quente, como durante a tarde por exemplo. Outra formar é usar o chuveiro em conjunto com equipamentos que usem energia alternativa para pré-aquecer a água, como aquecedores solares ou trocadores de calor - que aquece a água usando o calor gerado pela mesma. O uso de modelos de duchas eletrônicas, que permitem uma regulagem mais apurada da temperatura, também determinam gastos menores no consumo de energia.
 
Na hora de comprar um aparelho, orienta ainda a concessionária, procure informações e instale chuveiros com resistências de menor potência, uma vez que isso reduz o consumo e sem que haja perda sensível na qualidade do banho. Mas a forma mais pratica de economizar é mesmo reduzir ao máximo o tempo de uso do chuveiro elétrico. Dessa forma, é possível alcançar uma despesa menor com a energia e diminuir o consumo de água. Ao tomar um banho de 15 minutos, utiliza-se aproximadamente 135 litros de água. O simples ato de fechar o registro para se ensaboar diminuirá o uso de água para 45 litros, o que significativa menos 33% na conta de água. 
 
OUTRAS DICAS - Por funcionar 24 horas por dia todos os dias, as geladeiras são responsáveis, por outro lado, por uma parcela importante do consumo de energia em uma residência, embora haja uma redução significativa no Inverno. Nesse caso, o conselho da CPFL é evitar abrir e fechar a porta do eletrodoméstico desnecessariamente e não deixar o aparelho próximo a equipamentos que produzam calor, como fogão. Outra dica importante é reduzir o termostato para a potência mínima, aproveitando-se da menor temperatura do ambiente para manter o interior da geladeira refrigerado. 
 
Outros conselhos úteis são não acumular gelo e só ligar o freezer em ocasiões especiais, como festas ou churrascos. Outra forma de gastar menos energia é comprar aparelhos elétricos identificados com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
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