Terça-Feira, 18 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

buscar

<< REGIÃO Encontro discute criação de Centro de Triagem de Animais Silvestres na Região Metropolitana

Publicada em 29/06/2016 às 06:13
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

O 2º Encontro de Gestores Municipais de Meio Ambiente da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) ocorre às 9 horas desta quarta-feira (29) no Parque Ecológico Taboão, na vizinha cidade de Itu. O principal objetivo da reunião será discutir a possibilidade de implantação de um Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) ou um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) na RMS.
 
De acordo com o assessor técnico da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Sorocaba, Gabriel Bitencourt, a proposta da implantação de um Cetas ou um Cras surgiu no primeiro encontro do grupo, realizado em maio no Sesc local. “Queremos nos organizar para viabilizar este Centro, por exemplo, por meio de um consórcio entre os municípios da Região Metropolitana e o Governo do Estado”, explica. 
 
Para tratar sobre o assunto, o encontro de hoje contará com a presença, inclusive, de um representante do Departamento de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
 
O CETAS - O Cetas seria responsável por receber animais silvestres provenientes de ação da fiscalização, resgates ou entrega voluntária de particulares. Existe, inclusive, instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabelecendo que as instituições responsáveis por receber, marcar, avaliar, reabilitar e destinar animais silvestres são os Cetas - ou os Cras. 
 
Atualmente, as unidades mais próximas a Sorocaba estão localizadas na cidade de Lorena e de São Paulo, no Parque Ecológico do Tietê. Um dos locais que acaba fazendo este papel na região é o Parque-Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, mas esta não é sua atribuição. O Zoo local tem função de conservação, pesquisa, bem-estar animal, Educação Ambiental e lazer.
 
QUEIMADAS - Outro assunto da reunião será o debate sobre políticas públicas de combate às queimadas, um problema que se agrava principalmente no período de estiagem, entre os meses de junho e agosto, quando são registrados os maiores focos. As queimadas trazem uma série de problemas à saúde e ao meio ambiente, comprometendo, sobretudo, pessoas que sofrem com problemas respiratórios crônicos, como a asma, devido à fumaça produzida e pela fuligem lançada na atmosfera.
 
Outro risco à saúde está na queima de lixo, especialmente materiais plásticos, pela qual são lançados na atmosfera compostos tóxicos que podem provocar severas irritações às vias respiratórias, quando inalados. Além disso, a queima de qualquer material combustível produz o gás carbônico, principal responsável pelas alterações climáticas perceptíveis atualmente.
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar