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<< ESPORTE Tite admite que risco de seleção brasileira ficar fora da Copa do Mundo "é real"

Publicada em 21/06/2016 às 06:35
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(Rafael Ribeiro / CBF)
Apresentado nesta segunda-feira como novo técnico da seleção brasileira, na sede da CBF, no Rio, Tite tratou dois temas espinhosos de maneira bastante distintas. Por três vezes, o treinador deu respostas evasivas quando questionado sobre o manifesto que assinara em dezembro do ano passado pedindo a renúncia imediata do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. Mas foi direto quando o assunto foi a possibilidade de o Brasil ficar fora da Copa do Mundo de 2018: "corre-se o risco".
 
Ao assumir uma seleção que ocupa a sexta posição na tabela de classificação das Eliminatórias Sul-Americanas - e, portanto, fora da zona de classificação até para a repescagem -, Tite não fez rodeios e admitiu "risco real" de o Brasil não disputar o Mundial, o que seria inédito na história e um fiasco de proporções inimagináveis.
 
"Não estamos numa posição de classificação. É fato real que pode, sim (ficar fora), e o trabalho todo vai ser desenvolvido nesse sentido", afirmou o técnico. "Corre-se o risco, claro que se corre. Se você não aceitar as possibilidades reais que estão na nossa frente, você vai estar fugindo da realidade".
 
Tite, porém, disse que há condições de a seleção se recuperar e, mais do que isso, mostrando bom futebol. "Há toda a qualidade de um trabalho e agora eu quero me integrar, para ver ajuste e crescimento para que a gente busque essa classificação".
 
O treinador chegou à sede da CBF por volta das 16 horas. Assinou contrato, posou para fotos no museu da seleção e depois entrou no auditório para ser apresentado. Neste momento, Marco Polo Del Nero se transformou em um mestre de cerimônias efêmero. O cartola chamou o técnico, entregou uma camisa do Brasil com o nome de Dona Ivone, mãe de Tite, gravado às costas e depois foi se sentar entre os convidados. À mesa ficaram apenas Tite, o coordenador de seleções, Edu Gaspar, e os auxiliares Cleber Xavier e Matheus Bachi.
 
Da primeira fila do auditório, Del Nero ouviu Tite ser indagado três vezes sobre o manifesto que assinara. O documento, bastante duro, pedia mudanças profundas no futebol brasileiro e a renúncia do cartola. O técnico não demonstrou desconforto com as perguntas, mas foi evasivo nas respostas. "A minha atividade, e o convite que me foi feito, foi para ser técnico da seleção brasileira de futebol. Entendo que essa contribuição é o que melhor tenho a fazer", afirmou. "Adjetivos como transparência e modernização é a forma que eu penso e trago para o futebol".
 
Tite declarou que esses conceitos "permanecem em todas as áreas, seja ela na minha, na política, na sociedade em geral. É aquilo que eu penso não só no futebol, mas na vida". O treinador disse ainda que "respeita" a posição daqueles que o criticam por ter aceitado a seleção depois de ter assinado um documento pedindo a saída dos cartolas que serão seus chefes.
 
O técnico faz nesta terça-feira a primeira viagem na nova função Ele acompanha a semifinal da Copa América Centenário entre Colômbia e Chile, nesta quarta, nos Estados Unidos. O Brasil encara os colombianos em 6 de setembro, quatro dias depois de enfrentar o Equador.
 
 
 
 
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