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<< BRASIL Temer adianta não ser hora de falar em crise, mas em trabalho

Publicada em 13/05/2016 às 06:21
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(Agência Brasil)
No primeiro pronunciamento oficial como presidente interino do Brasil, Michel Temer chamou de “ingrato” o momento político e econômico que o País vive. No entanto defendeu que agora não é mais hora de se falar em crise, mas em trabalho. 
 
Temer disse que o maior desafio para que a economia saia da recessão é parar o processo de queda livre dos investimentos, sendo necessário, para isso, construir um ambiente propício para investidores.
 
“O mundo está de olho no País e, havendo condições adequadas, a resposta será rápida”, disse. Ele declarou, ainda, que vai incentivar de maneira significativa as parcerias privadas, por acreditar que esse instrumento tem potencial para geração de empregos.
 
“Sabemos que o Estado não pode tudo fazer, depende da atuação dos setores produtivos, empregados de um lado, trabalhadores do outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade”, argumentou. 
 
O presidente interino abordou a necessidade de equilibrar as contas públicas para que a economia volte a crescer e disse que seu governo vai focar na melhoria dos processos administrativos do governo, em busca de uma democracia de eficiência.
 
Temer pediu confiança ao povo brasileiro para as mudanças que devem ocorrer. “Vamos precisar muito da governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar.”
 
Ele afirmou que pretende enxugar a máquina estatal. “A primeira medida na linha dessa redução está representada. Já eliminamos vários ministérios da máquina pública e ao mesmo tempo não vamos parar por aí.”
 
O líder disse ter encomendado estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas. Ressaltou que um projeto para garantir a empregabilidade exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais, pelo fato de o Brasil ainda ser um país pobre.
 
Ele garantiu que não haverá corte nos programas sociais avaliados como bem-sucedidos, como Bolsa Família, Pronatec, Fies, ProUni e "Minha Casa, Minha Vida", que, segundo Temer, serão aprimorados e mantidos. 
 
PODERES – Ao longo de sua fala, o presidente interino citou várias vezes a necessidade de união entre os poderes e o povo. “Unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento, que é de grande dificuldade.”
 
Temer ressaltou a importância da harmonia e do diálogo entre o Executivo e o Legislativo, e disse que as reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. “Reitero que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil.”
 
Ele ressaltou a importância da harmonia e do diálogo entre o Executivo e o Legislativo e disse que as reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. “Essa agenda será balizada de um lado pelo diálogo e do outro, pela soma de esforços.”
 
RESPEITO – No início e no fim do discurso, Temer disse que a intenção inicial era de que a cerimônia fosse feita com maior seriedade possível. Ele também declarou ter respeito institucional pela presidente Dilma Rousseff. 
 
CERIMÔNIA – Durante a cerimônia, Temer deu posse aos 23 ministros que vão compor a equipe de governo. No início da tarde, a assessoria de imprensa da vice-presidência já havia anunciado os nomes dos novos ministros e a redução de ministérios.
 
O Ministério da Cultura, por exemplo, será incorporado ao Ministério da Educação, e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai se fundir ao das Comunicações, entre outras mudanças. 
 
Temer foi notificado sobre o afastamento de Dilma do cargo por até 180 dias ontem pela manhã, às 11h27, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. A partir de então, Temer passou a ser presidente interino e a ter plenos poderes. 
 
REUNIÃO – O ministro de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, informou que Temer convocou para hoje, às 9 horas, a primeira reunião para discutir as primeiras medidas do governo e que deverão ser anunciadas na semana que vem. 
 
De acordo com Jucá, os projetos prevendo reajuste para o funcionalismo público e negociados com o governo anterior serão mantidos. “Vamos trabalhar pela aprovação desses projetos, porque pacto firmado tem de ser cumprido.”
 
Novos ministros empossados
 
. Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – Gilberto Kassab (PSD)
. Defesa – Raul Julgmann (PP)
. Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – Romero Jucá (PMDB)
. Secretaria de Governo – Geddel Vieira Lima (PMDB)
. Gabinete de Segurança Institucional – Sérgio Etchegoyen
. Cidades – Bruno Araújo (PSDB)
. Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Blairo Maggi (PP)
. Fazenda – Henrique Meirelles (PSD)
. Educação e Cultura – Mendonça Filho (DEM)
. Casa Civil – Eliseu Padilha (PMDB)
. Desenvolvimento Social e Agrário – Osmar Terra (PMDB)
. Esporte – Leonardo Picciani (PMDB)
. Saúde – Ricardo Barros (PP)
. Meio ambiente – José Sarney Filho (PV)
. Turismo – Henrique Eduardo Alves (PMDB)
. Relações Exteriores – José Serra (PSDB)
. Trabalho – Ronaldo Nogueira de Oliveira (PTB)
. Justiça e Cidadania – Alexandre de Moraes
. Transportes, Portos e Aviação Civil – Maurício Quintella (PR)
. Indústria e Comércio – Marcos Pereira (PRB)
. Fiscalização, Transparência e Controle – Fabiano Augusto Martins Silveira
. Minas e Energia – Fernando Coelho Filho (PSB)
. Integração Nacional – Hélder Barbalho (PMDB)

 

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