Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< POLÍTICA Senado retoma discussão do impeachment; 63 senadores estão inscritos para falar

Publicada em 11/05/2016 às 15:30
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

(Agência Brasil)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), retomou há pouco a sessão de votação do parecer pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A sessão foi interrompida por volta das 12h30, após a manifestação de cinco senadores, todos a favor da continuidade do processo e afastamento de Dilma, e foi retomada com uma hora de atraso.
 
Neste momento, seguindo a ordem de inscrição dos senadores, quem tem a palavra por 15 minutos é o líder do DEM na Casa, senador Ronaldo Caiado (GO). Sexto inscrito de uma lista de 68, ele também engrossa o coro em defesa do afastamento da petista.
 
O primeiro senador a defender o mandato da presidente deve ser Telmário Mota (PDT-RR), número 13 na lista de inscrição. Antes dele, as manifestações serão de opositores ao governo. Caso Renan Calheiros decida não interromper a sessão, a expectativa é que a votação propriamente dita só ocorra por volta das 3h da madrugada desta quinta-feira (12). Um novo intervalo da sessão está previsto para as 18h, segundo cronograma estabelecido por Calheiros.
 
Ausências
 
Dos 80 senadores aptos a participar da sessão de hoje, três peemedebistas - Rose de Freitas (ES), Jader Barbalho (PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM) - não registraram presença sob alegação de problemas de saúde. Com a cassação ontem (10) de Delcídio do Amaral (sem partido-MS), uma das cadeiras da Casa está vaga, já que o suplente dele, Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), só deve se apresentar para tomar posse amanhã (11).
 
Sobre a votação de hoje, Renan Calheiros já disse que não votará em nenhuma fase.
 
Veja como será a sessão:
 
Relator e defesa
 
Após a manifestação dos senadores, o relator do parecer sobre o processo de impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG) falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma. Anastasia é favorável a admissibilidade do processo.
 
Orientação de bancada
 
Os líderes partidários não farão o tradicional encaminhamento de votações por se tratar de um julgamento, e não da aprovação de propostas.
 
Votação
 
Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.
 
Afastamento
 
Se os senadores decidirem pela admissibilida do processo de impeachment da presidenta, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.
 
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar