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Diário de Sorocaba

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<< COTIDIANO Idade não é barreira para aprender novo idioma

Publicada em 01/05/2016 às 01:28
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(Arquivo/ Agência Brasil)
O idoso de hoje não é o mesmo de antigamente, ele está cada vez mais ativo, inclusive no ambiente digital. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acesso à internet dos brasileiros acima de 60 anos cresceu 15% entre 2000 e 2015. Para a coordenadora acadêmica da Cultura Inglesa, Litany Pires Ribeiro, estudar uma nova língua também faz parte da vida desse "novo idoso" que quebra barreiras e mostra que não existe idade para aprender.
 
"Nossa experiência tem provado que é possível, sim, um idoso aprender outro idioma. É muito interessante ver que essas pessoas chegam com muita motivação, com vontade de adquirir novos conhecimentos e isso já é um passo imenso em direção ao sucesso no aprendizado", diz Litany.
 
Segundo ela, o aluno mais idoso deve deixar o receio de lado e pensar que esse é um processo de aprendizagem como qualquer outro, que requer empenho e trará resultados excelentes. "Já tivemos um aluno, senhor de idade, que precisava aprender a língua inglesa para participar de um congresso de medicina no exterior e todas as palestras seriam em inglês. Ele precisava estudar o idioma, mas morria de vergonha por temer que seus colegas fossem mais jovens e não tivessem paciência com ele. No final das contas, ele veio às aulas e gostou muito do grupo. Ele encontrou colegas solícitos que o ajudavam sempre que precisava e logo começou a acompanhar o ritmo da turma.”
 
O médico veterinário, João Carlos Coda, 60 anos, é um exemplo de que não existe idade para aprender algo novo. "Estudei em 1974, quando entrei na universidade, mas fiquei lá por alguns meses, pois não tinha tempo e não gostava de inglês. Voltei a estudar na escola há um ano e meio, pois senti que era preciso aprender essa língua. Hoje, com a evolução da internet, tem muita coisa que é escrita em inglês e eu posso me virar com tranquilidade. Em breve, aposento-me e, sabendo falar bem, vou poder viajar sozinho sem depender de tradutor", comenta.
 
Já a consultora pedagógica, Janice Rodrigues, 63 anos, decidiu entrar paro o curso por outro motivo. "Vejo o inglês como um grande desafio. Para mim, é algo muito difícil de aprender, mas como sou muito curiosa e não tenho medo de enfrentar o novo, vou continuando no curso até estar fluente. Não tem razão para ter vergonha ou medo de aprender um novo idioma. Eu não conheço tudo, ninguém sabe tudo e como eu nunca desisti de nada na minha vida, com o inglês não vai ser diferente", ressalta.
 
De acordo com Litany, são inúmeros os benefícios de se aprender uma nova língua, a começar pela autoestima. Estudar algo novo é a prova de que a pessoa é capaz e competente, ou seja, ela se afirma como um ser produtivo que pode contribuir com a sociedade. Outra grande vantagem é a oportunidade de conviver com pessoas fora do círculo tradicional de amizades.
 
"Essa é uma boa chance de a pessoa conversar sobre vários assuntos, de usar sua experiência e conhecimentos de vida em discussões com os colegas dentro e fora da sala de aula. Além disso, segundo pesquisa realizada por cientistas do Instituto Rotman do Centro de Pesquisas Geriátricas Baycrest, de Toronto, Canadá, o aparecimento dos sintomas do Alzheimer em idosos pode ser atrasado por até cinco anos quando a pessoa fala duas línguas e pratica a conversação", destaca.
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