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<< SOROCABA Entorno do Mosteiro de São Bento ganhará centro de convivência Árvores derrubadas estavam condenadas atesta laudo da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura

Publicada em 26/04/2016 às 06:47
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(Matheus Gomes)
Mesmo se o corte de três árvores bem antigas tenha causado apreensão a ambientalistas da cidade, que lamentam a perda do último `pulmão verde´ até então ainda intacto da região central de Sorocaba, os Padres Beneditinos confirmam a existência de projeto que vem sendo amadurecido pela Ordem de São Bento há quase dez anos de implantação de um centro de convivência nos entornos do Mosteiro de São Bento, considerado o principal conjunto histórico-arquitetônico local, datado dos primórdios da fundação do vilarejo na segunda metade do século XVII e, inclusive, tombado como tal desde a década de 1970 pelo Condephaat (Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Arquitetônico e Turístico de São Paulo). Desde 2004, o complexo arquitetônico, que inclui o Mosteiro e a igreja de Sant´Ana que lhe é anexa, vem passando por meticuloso trabalho de restauração.
 
Três árvores foram derrubadas e outras duas foram podadas na área dentro do Mosteiro de São Bento nos últimos dias, em terreno ladeando a rua Dr. Arrhur Martins e a praça Frei Baraúna (Fórum Velho). De acordo com dom José Carlos Camorim Gatti, OSB, monge responsável pela pastoral do Mosteiro de São Bento local e também pelas obras de restauro do complexo arquitetônico , executadas sob a supervisão da empresa Novata Engenharia, da Capital, mesmo ressalvando não estar acompanhando diretamente o projeto de implantação do centro de conveniência, o que é feito, segundo ele, pela própria direção da Abadia de Nossa Senhora da Assunção/Mosteiro de São Bento, de São Paulo, onde o abade atual é dom Mathias Tolentino Braga, OSB, as árvores estavam todas irremediavelmente comprometidas, deterioradas devido à ação de cupins e correndo o risco de cair. 
 
Os cortes foram feitos com autorização expressa de técnicos da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura, que inclusive determinou quais arvores deveriam ser derrubadas e, ontem pela manhã, enviou fiscais ao local para certificar-se do cumprimento à risca da orientação. O centro de convivência a surgir na área ainda 3está tendo seu projeto melhor definido, porém é certo, segundo fontes ligadas à Congregação Beneditina em São Paulo, que terá também setores que serão indubitavelmente explorados comercialmente por um grupo de São Paulo para a realização de eventos ou até mesmo estacionamento. “Para obviamente trazer algum dividendo financeiro, para ajudar no restauro e, posteriormente, na própria manutenção do complexo beneditino local”. 
 
De acordo com representante da empresa que realiza o serviço, o local também recebeu, nos últimos dias, serviços de terraplanagem e de limpeza no mato alto que, sem limpeza, poderia ser tornar possível foco de mosquito Aedes aegypti.   
 
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