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<< REGIÃO Cerca de mil empregos serão gerados em Votorantim Município receberá quatro novas empresas a partir do ano que vem. Outras duas estão em fase de ampliação

Publicada em 26/04/2016 às 06:20
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Atrair indústrias a Votorantim e, consequentemente, gerar empregos é uma das metas do governo do prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB). Prova disso é que quatro empresas irão se instalar no Município a partir do ano que vem e outras duas estão em fase de ampliação. Juntas, devem investir aproximadamente R$ 30 milhões na cidade, faturar R$ 140 milhões ao ano e criar cerca de mil vagas de trabalho, somando os empregos diretos e indiretos.
 
As quatro indústrias que vão operar em Votorantim, a partir de 2017, são dos ramos alimentícios, química autossustentável e gráfica, entre outras. “Essas empresas estão acelerando a aprovação de projetos e licenças junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e CPFL (Companhia Piratininga de Força e Luz)”, explica o secretário de Planejamento e Desenvolvimento da Prefeitura local, Marcos Antônio Gonçalves Pontes. “A falta de financiamento bancário, por conta da crise vivida no País, foi outro fator que dificultou os negócios”, acrescenta.
 
A chegada de mais indústrias a Votorantim se tornou possível com a aprovação da lei 2420/2014, que trata da política de desenvolvimento econômico do Município, oferecendo incentivos fiscais e alienação e concessão de áreas públicas às pequenas, médias e grandes empresas.Também foi no Governo Erinaldo que houve a regularização de terrenos que estavam com pendências. “Essas indústrias não tinham a escritura e nem a matrícula das áreas doadas, apenas leis autorizativas”, afirma o diretor de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento, Tiago Pantojo.
 
PEQUENOS NEGÓCIOS - O processo de desburocratização para atrair empresas a Votorantim começou em 2013. Foi por iniciativa do prefeito Erinaldo Alves da Silva que houve a implantação da Lei Geral da Pequena e Microempresa, aprovada pela União em 2006, mas que teve adesão formalizada pelo Município somente sete anos mais tarde.
 
A lei isenta as pequenas e microempresas de algumas taxas públicas e facilita o processo de abertura e encerramento de firmas. Também possibilitou a parceria com o Sebrae. Assim, uma vez por mês a unidade móvel do Serviço de Apoio ao Microempresário atende na Praça da Emancipação, em frente ao Paço, oferecendo orientações, de graça, sobre como abrir um negócio, formalizá-lo e melhorar a gestão da empresa, seja qual for a sua classificação.
 
A parceria com o Sebrae permitiu ainda a criação do Balcão do MEI (Microempreendedor Individual), local onde a pessoa pode optar por sair da informalidade e fazer a abertura e alteração de empresa, bem como tirar dúvidas. “Somente no Balcão do MEI conseguimos formalizar 880 empresas em dois anos”, revela Tiago Pantojo.
 
Ainda dentro do processo de desburocratização, a Prefeitura de Votorantim assinou, em setembro de 2015, um termo de adesão à Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), que implantou o Via Rápida Empresa. O sistema reúne Jucesp, Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Receita Federal e facilita a instalação da empresa no Município.
 
BANCO DO POVO – Por outro lado, as empresas, formalizadas e regularizadas, colaboraram com a movimentação do Banco do Povo Paulista que, igualmente, foi reestruturado pelo prefeito Erinaldo Alves da Silva. Prova disso é que, após doze anos instalado no Município, atingiu o maior ponto de movimentação financeira. De janeiro de 2014 a fevereiro de 2015, o número de empréstimos concedidos chegou a R$ 236.977.
 
 
Câmara autoriza financiamento para
implantação da quarta célula no aterro 
 
O Legislativo vtorantinense aprovou por unanimidade, o projeto de lei complementar enviado à Casa pelo prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB) que autoriza o Município a contratar o financiamento com a Desenvolve-SP/Agência de Fomento do Estado de São Paulo, no valor de R$ 1.000.000,00 para a implantação da quarta célula no aterro de resíduos domiciliares. De acordo com a justificativa do projeto, a cidade utiliza o sistema de disposição de resíduos nos solos em aterro por camadas, pois se trata de uma solução sanitariamente adequada. É um dos métodos mais simples de destinação de resíduos, exigindo um pequeno investimento inicial e um baixo custo de operação em relação às demais alternativas existentes.   
 
Com a implantação desse aterro, os benefícios diretos para a comunidade serão a disposição dos resíduos de forma ambientalmente segura, com a finalidade de contribuir para a melhoria da saúde dos munícipes, e possibilitar a coleta e o isolamento dos resíduos das áreas públicas, urbanas e industriais, impedindo a proliferação de vetores e doenças. Em um dos itens do projeto, é citado que a taxa de juros do financiamento é de 7,5% ao ano, acrescida de atualização monetária do IPCA, ou o que vier a substituir no caso de sua extinção, pagáveis inclusive durante o prazo de carência, à Desenvolve-SP. O prazo total de financiamento será de até 72 meses, contados a partir da assinatura do contrato, sendo de até 12 meses o prazo de carência com juros pagos trimestralmente. 
 
Durante a utilização da palavra, o vereador Bruno Martins (PSDB) expôs que se trata de um projeto extremamente importante para a cidade, já que o atual aterro está saturado “Todo o lixo recolhido da cidade não pode ser depositado diretamente na terra, então é feito uma espécie de `manta´, o valor desta obra é alto e,necessita da aprovação dessa Casa de Leis. A 3ª Célula já está saturada e há necessidade urgente da implantação da 4ª Célula. Assim, teremos a correta destinação dos resíduos sólidos domiciliares e, como o Município não tem esse recurso para realizar a obra, o financiamento é a melhor alternativa e, por isso a importância da aprovação, para que não tenhamos problemas”, enfatizou Bruno.
 
O vereador Pedro Nunes Filho (PDT) também se manifestou favoravelmente, mas destacou a importância de que todos os projetos encaminhados ao Legislativo pelo Paço venham com o cronograma e os valores que serão aplicados em cada fase. “É importante esse empréstimo, para que o novo aterro seja implantado na cidade, mas peço que esta Casa de Leis tenha acesso às informações para que tenhamos certeza de que esse dinheiro será inteiramente direcionado a esse novo aterro. Queremos ter acesso ao cronograma, valores investidos e onde será gasto cada centavo, já que se trata de um valor alto”, especificou Pedro. 
 
O Pastor Tonhão (PSDB) também deu seu parecer favorável, mas mencionou que o setor competente incentive a coleta seletiva na cidade “A terceira célula era para ter uma vida útil maior, porém em virtude de não termos na cidade uma política pública que incentive a coleta seletiva, o lixo orgânico é jogado junto com o lixo inorgânico, o que satura o aterro mais rápido. A Secretaria do Meio Ambiente precisa incentivar a coleta seletiva, com a implantação de eco pontos na cidade, para que os aterros durem o tempo proposto que seria de 10 anos, mas acaba bem antes do previsto,” comentou o parlamentar. 
 
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