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<< ECONOMIA Alta dos hortifrutis irrita consumidores e feirantes Mesmo com a queda no preço do tomate, custo de vida sobe a cada dia

Publicada em 23/04/2016 às 00:45
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(Matheus Gomes)
Mesmo com a queda sentida nos últimos dias no preço do tomate, cuja oferta aumentou, os consumidores ainda reclamam dos valores dos hortifrutis em Sorocaba que, segundo eles, estão cada vez maiores e pesando mais no bolso. Do lado dos comerciantes, a queixa é de que os altos preços vêm dos produtores, o que os obriga a repassar o aumento aos clientes. 
 
Na manhã desta sexta-feira (22), a reportagem do DIÁRIO percorreu uma feira livre no centro da cidade, realizada na região de Vila Amélia, próxima à Rodoviária, além de supermercados e do Mercado Municipal, constatando que o preço do quilo tomate variava, em media, entre R$ 1,39 e R$ 3,50, mas também encontrou ponto onde o valor do quilo da fruta chegava a R$ 6. Segundo feirantes, nos primeiros meses do ano, o quilo do tomate chegou a R$ 9 ou mais.
 
Para a auxiliar de limpeza Aparecida Solange, apesar do preço do tomate estar melhor, o preço da cenoura e da batata subiram, o que em linhas gerais não apresenta muita vantagem para o consumidor. “Ficou o preço que o tomate estava antes”, lamenta-se. 
 
Com os preços altos, Aparecida diz que pesquisar ainda é a melhor solução para conseguir encher a despensa de casa gastando pouco. “Eu sei que na feira o tomate é muito mais em conta do que no supermercado”, contou a auxiliar de limpeza, que dizia não conseguir fazer compras na feira hoje com menos de 80 reais. 
 
Assustada também com os preços encontrados na feira, já a professora Cleide dos Santos Pinheiros de Barros desabafou dizendo que os preços triplicaram nos últimos meses e que o aumento dos hortifrutis principalmente a obrigou a substituir ou a eliminar muitas frutas do seu cardápio. “Se antes eu comprava o básico, agora só estou comprando o mínimo necessário. Antes eu comprava cinco tipos de frutas; hoje só compro três”, conta. Também adepta da comparação de preços, Cleide afirmou ainda que só compra frutas e legumes no Mercado quando vê que o preço está baixo. “Eu pesquiso toda semana no Mercado Municipal e na feira para comparar preço. Se vejo que ele não está bom, eu vou embora sem comprar”,
 
FEIRANTES COMPARTILHAM - A insatisfação dos consumidores é compartilhada com a dos feirantes e comerciantes, que afirmam que os preços das caixas dos produtos de hortifruti só cresceu e que isso acabou prejudicando as vendas, já que o consumidor está mais seletivo na hora de gastar. 
 
O feirante Isac Chiarati  reconhece que aumentos nos preços como de combustível e energia também contribuíram para a alta nos produtos hortifrutis. “Infelizmente, temos que repassar o valor. Tudo aumentou”, lamenta-se o comerciante, que antes comprava, segundo contou, uma caixa de bananas por R$ 25 e que hoje esta não sai por menos que R$ 40. A caixa de laranja também foi de R$ 20 para R$ 35, segundo ele.
 
Lamentação semelhante vem dos feirantes, odrigo Yudi  e Elisângela Ximenes, que listam aumento de preços em frutas como mamão, uva e manga. “O mamão antigamente era comercializado a R$ 15 a caixa e hoje está entre R$ 60 e R$ 70”, conta Elisângela. “Até uma caixa de fruta que está na época está mais caro”, completa Rodrigo, que disse ter visto os clientes comprando menos ou desistindo de adquirir as frutas. “A gente tem que dar razão a eles, porque está bem mais caro mesmo, pelo olho da cara”, concluiu.
 
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