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<< POLÍTICA 'Alguns sentam na cadeira antes da hora', diz presidente do PT

Publicada em 14/04/2016 às 17:43
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 O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta quinta-feira, 14, que o vice-presidente da República, Michel Temer, conspira e trai sua companheira de chapa, a presidente Dilma Rousseff. Sem citar o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Falcão disse ainda achar lamentável que o processo de impeachment seja conduzido por alguém que é réu de vários processos no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas em coletiva de imprensa na sede do partido em Brasília.
 
"Alguns sentam na cadeira antes da hora, o que revela até certa empáfia e arrogância, um desejo de ter o poder a qualquer custo", comentou. Segundo ele, o recente áudio de Temer vazado pelo WhatsApp mostra que um dos primeiros pontos de um eventual novo governo seria impor sacrifícios à população. Além disso, "há a suposição de que existem motivos sinistros por trás dessa tentativa de golpe, com expectativas de que as apurações (da Lava Jato) e o combate à corrupção sejam interrompidos". "No vazamento do áudio (de Temer) não há nenhuma vez a palavra corrupção e todo dia a população fala nisso e quer que continue a se combater, como foi feito desde o começo do governo".
 
Falcão afirmou que Dilma é uma pessoa honesta e que lutou muito pela democracia, além de não ter cometido nenhum crime de responsabilidade. O presidente do PT afirmou ser um erro acreditar que, ao se derrubar um governo democraticamente eleito, o País terá estabilidade, paz, segurança e desenvolvimento econômico. "Ao contrário, quem não respeita o voto popular vai mergulhar o País no caos e instabilidade permanentes".
 
Em relação a Cunha, o presidente do PT criticou ainda supostas manobras do parlamentar para se livrar da condenação no Conselho de Ética. "Existe alguém acusado de vários crimes no STF que no dia de hoje trocou um dos membros do Conselho de Ética para, com esse expediente, assegurar maioria e impedir que seja julgado pelos próprios pares." (Conteúdo Estadão)
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