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<< SAÚDE Município registra primeiro caso de gripe H1N1 neste ano Trata-se de uma universitária com notificação no Hospital das Clínicas

Publicada em 14/04/2016 às 07:27
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(Secom)
A Secretaria da Saúde confirmou o primeiro caso de Influenza A H1N1, neste ano, em paciente residente em Sorocaba. Trata-se de uma universitária que estuda em São Paulo, cujo caso foi notificado no Hospital das Clínicas. 
 
Agora, a Divisão de Vigilância Epidemiológica investiga se a jovem contraiu esse tipo de gripe na cidade ou na Capital paulista. “É um vírus que está predominando neste ano em todo o Brasil e no Estado”, explicou a chefe da Divisão, Renata Caldeira. 
 
Ela disse, ainda, durante entrevista coletiva ontem, que o H1N1 não é mais grave que outros tipos de vírus da gripe, contudo exige prudência e medidas preventivas à população, principalmente aos grupos de risco.
 
Segundo o secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes, a maior prevenção contra a gripe é a aplicação da vacina. Em Sorocaba, a Campanha Nacional de Vacinação começa no próximo dia 30 e prossegue até o dia 20 de maio. 
 
Neste ano, a imunização protegerá a população contra os vírus A/Califórnia (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane. A vacina oferecida na rede particular, a quadrivalente, também imuniza contra a Influenza B/Phuket. 
 
A previsão é vacinar cerca de 150 mil pessoas que compõem os chamados grupos de risco. “O objetivo é imunizar os grupos de risco preconizados pelo Ministério da Saúde, que manifestem processos respiratórios graves”, justifica Fernandes. 
 
A Influenza ou Síndrome Gripal não é de notificação compulsória, já que a atuação da Divisão foca nas ocorrências graves, chamadas de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que são notificações obrigatórias. 
 
Neste ano, foram identificados 23 casos em Sorocaba, dos quais um foi por Influenza A H1N1, dois descartados para esse tipo de vírus, com uma morte, e 20 que estão no aguardo de resultados de exames, e levaram mais três pessoas a óbito. 
 
“Estamos atentos porque o inverno ainda não chegou e se nota que no ano passado foram 54 notificações de Síndrome e um óbito de paciente com comorbidade, de 83 anos, associado à Influenza A H3N2”, adianta o secretário. 
 
“O agravante é que neste ano houve uma antecipação do calendário normal das síndromes gripais”, continua Fernandes. Por esse motivo, as três Unidades Pré-Hospitalares, Unidade de Pronto-Atendimento têm registrado aumento médio de 20% na demanda diária. 
 
Casos de dengue 
 
A cidade registra queda no número de casos de dengue, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Enquanto em 2015 o município chegou a identificar quase seis mil novos casos por semana, em março, não passaram de 30 ocorrências.
 
Os dados foram apresentados ontem pelo secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes, que adiantou a continuidade do incentivo a passeatas e palestras com o propósito de conscientizar a população. 
 
O atual Ano Dengue iniciou-se em julho passado e, de lá para cá, a pasta contabiliza 7.063 notificações para dengue, com 251 casos positivos. São 22 ocorrências para cada 100 mil habitantes, contra 4.655 para cada 100 mil, entre julho de 2014 e abril de 2015. 
 
Enquanto no Ano Dengue anterior houve 37 óbitos relativos à doença, no atual, há uma morte sob investigação, de um paciente de 40 anos. O resultado inicial deu positivo, mas a Divisão de Vigilância Epidemiológica aguarda pelo resultado definitivo de confirmação.
 
 
Outras doenças 
 
Quanto à febre chicungunha, desde julho de 2015, Sorocaba contabiliza 115 casos, dos quais oito confirmados por exame laboratorial e sete pelo critério clínico-epidemiológico, todos importados; isto é, três a mais que no último boletim epidemiológico divulgado pela pasta em 16 de março deste ano. Ainda há 16 ocorrências suspeitas, que estão em investigação.
 
Referente à Zika, o município tem sete casos importados, dois confirmados laboratorialmente e cinco por critério clínico-epidemiológico. Ainda há 33 em investigação e mais duas gestantes suspeitas de Zika, pois apresentaram erupções pelo corpo e, por esse motivo, foram colhidas amostras de sangue e urina para pesquisa da presença do vírus.
 
A novidade é que, após o nascimento da criança, não se confirmou o caso de microcefalia num bebê cuja mãe tinha viajado para a Região Norte do País, área de maior risco de contágio por essa doença. 
 
A pasta aguarda pelo diagnóstico que vai mostrar se houve infecção por vírus Zika. Nesse mesmo sentido, ainda há quatro ocorrências de microcefalia sob investigação. “Ou seja, Sorocaba continua sem casos de microcefalia associada ao Zika”, resume Fernandes.
 
 
 
 
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