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<< Cidade registra 105 casos de dengue desde o início do ano

Publicada em 17/03/2016 às 06:42
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(Secom)
Desde o início do ano, 105 casos de dengue foram registrados em Sorocaba. Considerando também as dez primeiras semanas no ano, em 2015 o município já tinha contabilizado 28.364 casos. Ou seja, a média de ocorrências semanais, que era de 2.826, caiu para 10, informa a Secretaria da Saúde. Os dados constam no boletim apresentado ontem pelo secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes.
 
De 5 de julho de 2015 até o último dia 12 de março – Ano-Dengue 2015/2016 -, Sorocaba contabiliza 142 casos de dengue (84 autóctones e 58 alóctones), o que representa uma incidência de 22 casos para cada 100 mil habitantes. Em comparação com o mesmo período anterior – Ano-Dengue 2014/2015 – foram 29.662 casos positivos (29.432 autóctones e 232 importados), o que representava 4.655 ocorrências por 100 mil habitantes. Também não há, atualmente, registro de mortes devido à dengue; no período anterior, foram 37 óbitos.
 
O número de notificações de casos no atual Ano-Dengue é de 5.502, contra 34.910 no período anterior. Enquanto agora os casos confirmados representam apenas 2,6% do total notificado, no ano passado esse índice era de 84,97%. “Viramos a balança. Essa porcentagem mostra que a identificação de casos suspeitos e a sua notificação imediata à rede de saúde, para que sejam promovidas ações de bloqueio e contenção da doença, têm sido fundamentais para conter a proliferação de ocorrências positivas”, frisa.
 
Todas as regiões da cidade apresentam confirmação de casos de dengue, mas aquela com maior número de casos continua sendo a noroeste, com 25 ocorrências, que engloba a área de atuação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Vila Barão (6 casos), Lopes de Oliveira (6), São Guilherme (4), Maria Eugênia (2) e Nova Esperança (2) e Parque São Bento (5). Se houver confirmação de mais um caso positivo, essa região, especificamente, entrará em situação de alerta interepidêmico.
 
“Não é à toa que as ações educativas da Divisão de Zoonoses da SES, bem como os arrastões para remoção de criadouros nas residências, têm priorizado essa população. Estamos conseguindo driblar o avanço da doença de forma exemplar, apesar das toneladas de criadouros que têm sido retiradas toda semana de dentro das casas”, ressalta Francisco. Na última sexta-feira (11), a SES retirou, mediante autorização judicial, 1,7 tonelada de resíduos de dentro de uma propriedade na Rua Rio de Janeiro, no Centro, pois havia risco de comprometimento à saúde pública.
 
DOENÇAS - Quanto à febre chicungunha, desde julho de 2015, Sorocaba contabiliza 12 casos, sete deles confirmados por exame laboratorial e cinco, por critério clínico-epidemiológico, todos importados; isto é, um a mais que no último boletim epidemiológico, divulgado em 24 de fevereiro deste ano. Ainda há 14 ocorrências suspeitas, que estão em investigação.
 
Em relação à zika, o município permanece com seis casos importados: dois confirmados laboratorialmente e quatro por critério clínico-epidemiológico. Ainda há 24 que estão em investigação e mais cinco gestantes que apresentaram erupções pelo corpo e, por esse motivo, foram colhidas amostras de sangue e urina para pesquisa da presença do vírus.
 
A pasta continua com o acompanhamento da gestante cujo bebê está com suspeita de microcefalia. O nascimento está previsto para abril e a recomendação é aguardá-lo para, então, confirmar ou não a anomalia e a possível relação com infecção por vírus zika. Houve a notificação de outros dois casos de microcefalia em recém-nascidos, sob investigação, mas que as mães não apresentaram erupções cutâneas na gestação e não têm histórico de deslocamento para áreas de risco.
 
Em contrapartida, a pasta descartou uma suspeita de zika em recém-nascido cuja mãe esteve no Rio Grande do Norte na 23ª semana de gestação, uma vez que o resultado dos exames deu negativo.
 
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