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<< Nova manifestação contra aumento do passe para ruas da região central Organizadores esperavam maior participação

Publicada em 14/01/2016 às 00:24
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(Miguel Pessoa)
O dia em que a tarifa de ônibus subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80 foi marcado por um novo protesto contra o aumento do valor. Em frente à entrada do Terminal Santo Antônio, na Rua Luiz Ferraz de Sampaio Júnior, cerca de 100 pessoas, em sua maioria membros de movimentos estudantis, protestaram contra o novo preço e tentaram chamar a população que descia para o terminal para participar do ato. 
 
De acordo com o manifestante Rafael Daguia, 24 anos, que compunha a comissão de segurança do ato, o segundo protesto tinha o objetivo de atrair mais pessoas para a causa e pressionar a revogação do aumento, que, embora já estivesse em vigor, ainda poderia recuar. “Já temos experiência em 2013 aqui e em vários Estados, onde o aumento foi revogado, mesmo após ser efetivado”, conta Daguia ressaltando que o ato também pedia melhorias no transporte municipal. 
 
Um dos focos do protesto era tentar atrair a população para a manifestação. “A gente está tentando conversar com a população e mostrar que há um caminho e que há uma possibilidade de ela lutar por seus direitos”, contou Daguia. A tentativa, no entanto, foi falha e os gritos de “vem pra rua” foram, em sua maioria, ignorados pelas pessoas que ali passavam. A preocupação maior de algumas pessoas era se o ato tinha parado a saída de ônibus do terminal. Outras, que passavam pelo local, reclamavam do protesto que, para elas, “não daria em nada”.
 
A empregada doméstica Roseli Cristina do Carmo, 46 anos, reclamou de o protesto ser composto, na maioria, por estudantes, cujo passe não sofreu aumento. “Quem tinha de ir era a população, que não está interessada.” Ela também não concordou com a forma com que os manifestantes protestaram - numa via próxima ao terminal -, podendo prejudicar a volta do trabalhador para casa. “É um modo de protesto muito estranho”, disse a empregada, apontando para uns estudantes que estavam com o rosto coberto. “Para fazer protesto tem de tampar o rosto?”, questionou.
 
O estudante de Direito, Leonardo Ribeiro, 36 anos, que trabalha no Shopping ao lado do terminal, disse que tirou duas horas de almoço para observar e apoiar a manifestação. Embora seu trabalho o impossibilitasse de seguir com o ato, ele reclamou da falta de empatia da população com os estudantes que estavam ali para pedir uma melhoria para toda a sociedade. “Eles são praticamente o sindicato da sociedade, mas o que a sociedade faz em prol de quem está lutando a favor dela?”, indagou lembrando das ocupações em escolas que fizeram o governador Geraldo Alckmin recuar, por ora, na proposta de reorganização escolar. 
 
PERCURSO – Os manifestantes partiram da frente do Terminal Santo Antônio e seguiram para a Praça Lions. Cerca de dez integrantes do grupo corriam pela via com máscaras fechando o trânsito. Dali, pela Avenida Dom Aguirre, seguiram para a Ponte Francisco Dell’Osso, onde o trânsito foi bloqueado. Um motoqueiro tentou passar pela barreira, gerando revolta nos participantes do ato. “Não mexe na minha moto, não mexe na minha moto”, gritou o motociclista. Após isso, o manifesto seguiu rumo à Rodoviária. A Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar acompanharam a ação. 
 
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