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Diário de Sorocaba

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<< Reabertura de PA pode ser definida nesta quarta-feira

Publicada em 12/01/2016 às 04:08
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(Fernando Rezende)
O destino do Pronto-Atendimento (PA) de Brigadeiro Tobias, localizado na Rua Ana Gomes Correa, pode ser definido nesta quarta-feira (13) em reunião no Paço Municipal, conforme assessoria do vereador Muri de Brigadeiro (PRP). Os moradores do bairro ainda seguem esperando o fim da reforma do PA que funciona no mesmo prédio da Unidade Básica de Saúde local. 
 
De acordo com o assessor, a reunião prevista para amanhã deve definir a data quando será reaberto o PA, que está fechado desde 1º setembro do ano passado.  Procurada para esclarecimentos, a Secretária de Saúde da Prefeitura não confirmou a informação até o fechamento desta edição.
 
Quando o PA parou as atividades, a Secretaria orientou aos pacientes que precisassem de atendimento de urgência e emergência que procurassem a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Leste, que fica a cerca de seis quilômetros de distância de Brigadeiro Tobias, ou outros Pronto-Atendimentos, como o do Éden, Laranjeiras ou São Guilherme.
 
MORADORES ESPERAM - Acompanhando a mulher que passava mal e conseguiu ser atendida na fila de espera, o comerciante Wagner Roberto da Cruz, 33 anos, reclamou da falta que o PA faz. “Fica difícil, porque a gente tem de se deslocar para mais longe. Se é uma emergência, torna-se pior”, conta Cruz, que, além da mulher, estava com os dois filhos pequenos. 
 
A professora Carmen Sanchez, 53 anos, disse que a falta do PA afeta principalmente a população sem carro da região. “A gente teve um menino que cortou o pulso e tivemos de correr à Santa Casa para resolver uma coisa que poderia ser resolvida aqui.” Ela destaca, ainda, a falta de transporte público em horários noturnos, que prejudica mais a locomoção para a UPH da Zona Leste. “Se a pessoa não tiver um parente ou um amigo que tenha carro, fica difícil.”
 
Antônia Teixera Mendes da Cruz, 66 anos, acredita que o fechamento do PA prejudica ainda mais o sistema de saúde no bairro. “Está péssimo [o atendimento]. Marquei uma consulta em outubro e hoje que eu consegui passar, depois de mais de duas horas esperando o atendimento”, reclamou a aposentada, que ainda espera por uma cirurgia nos olhos que, segundo ela, se não for feita, pode até deixá-la sem enxergar. 
 
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