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<< Em meio à crise, construção civil busca formas de reinvenção Conforme vice-presidente de obras públicas do SindusCon, Maristela Honda, o setor reflete a situação do País

Publicada em 15/12/2015 às 01:28
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(Fernando Rezende)
O setor da construção civil busca novas formas para se reinventar e passar pela crise que afeta o País. Esse foi um dos assuntos abordados pelo diretor do Sindicato da Construção (SundusCon), Elias Stefan Júnior, e a vice-presidente de Obras Públicas da entidade, Maristela Honda, durante coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (14), na nova sede do sindicato, no Jardim Paulistano. 
 
Conforme o diretor, o setor imobiliário investe fortemente em infraestrutura. Ele ressalta que os empreendimentos contribuem com o poder público na implantação da estrutura básica e frisa ser preciso um equilíbrio para que o mercado funcione e o poder público “veja com outros olhos” quem gera renda e maior contribuição de impostos.
 
“Não é só contribuir e vender. Quantas indústrias estão abaixo da nossa cadeia produtiva empenhando? Tivemos 50 mil demissões no Brasil, é muita coisa, sem considerar a cadeia produtiva. Temos de pensar seriamente no modo como reinventar os processos e qual a melhor maneira de participarmos do crescimento do País. Não vamos nos omitir”, enfatiza Stefan Júnior. 
 
Ele comenta, ainda, que o setor da construção é o que mais emprega e investe regionalmente no País. “Não exportamos divisas. Precisamos ser encarados como um setor tão importante quanto as multinacionais que vêm para o Brasil ou até mais. Se nós fomos os que mais empregamos, também temos de ter nossos benefícios que são concedidos a essas empresas.”
 
A vice-presidente de Obras do Sinduscon, Maristela Honda, destaca que a queda da construção civil é um reflexo da situação do País. Ela ressalta que o setor já passou por uma dificuldade grande há 12 anos e, agora, a crise voltou. “Infelizmente, a gente tinha achado que o País ia dar uma alavancada, mas, de repente, parou e retrocedeu.” 
 
Em contrapartida, Maristela acredita que, mesmo em meio à crise, existe um lado bom, e que a conscientização do povo brasileiro é outra. Ela comenta que é na dificuldade que se ganha dinheiro, devido à necessidade de se trabalhar e investir mais. “Estamos tentando nos reinventar. Não podemos perder nossa esperança.”
 
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