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<< Decisão de Alckmin divide opinião de estudantes que ocupam escolas Até o começo da tarde desta sexta-feira, manifestantes ocupavam o prédio da Diretoria de Ensino

Publicada em 05/12/2015 às 02:57
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Foto: Fernando Rezende
Manifestantes que ocupavam o prédio da Diretoria de Ensino, até o começo da tarde desta sexta-feira (4), organizaram uma assembleia na EE “Antônio Padilha”, no Centro, para discutir o futuro das ocupações. A reunião deu-se após o anúncio do governador Geraldo Alckmin sobre o adiamento da reorganização no ensino. Além disso, eles receberam o apoio de professores que montaram barracas em frente ao imóvel. 
 
Até o meio-dia de ontem, estudantes ainda ocupavam algumas escolas. A EE “Senador Vergueiro”, na Vila Hortência, encontrava-se ocupada. Uma estudante, que preferiu não ter a identidade revelada, explicou que, durante esses nove dias, foram feitas atividades, como documentário, história de teatro e sarau. Ela disse, ainda, que, se a Polícia Militar precisasse cumprir a reintegração de posse, os manifestantes iriam aceitar porque estavam cientes da situação. Após o anúncio de Alckmin, a unidade encontrou-se vazia, mas ainda com cartazes informando que o imóvel estava ocupado.
 
Estudantes também ocupavam a EE “Júlio Prestes de Albuquerque”, o Estadão. Segundo Leonardo Martins, 16 anos, os manifestantes não iriam desocupar a unidade até entrar em contato com advogados. “Vamos esperar um pouco para ver se é verdade e se está tudo certo. Também vamos esperar sair o documento do Ministério Federal para fazermos uma assembleia com estudantes de outras escolas.” Martins ainda explicou que cada colégio deverá fazer dois documentos, um que explica as melhorias reivindicadas pelos alunos e outro sobre a reorganização escolar.
 
Na EE “Humberto de Campos”, no Jardim Zulmira, os alunos já se organizavam para deixar o prédio. “Estamos pensando em desocupar e, terminando de limpar tudo, vamos à Diretoria de Ensino participar da assembleia que será feita com outros alunos”, disse a estudante Beatriz Helena dos Santos, 16 anos. Ela também afirmou que esse movimento foi uma revolução para a geração que está por vir. “Acho que valeu a pena. Muitas pessoas falaram que era bobagem e não ia dar certo, mas a gente conseguiu. Somos a revolução, o povo brasileiro é a revolução.”
 
APOIO – Segundo Magda Souza, coordenadora regional da Apeoesp, subsede Sorocaba, ocorreu o que o movimento social desejava. “Estamos muito felizes porque aquilo que a gente reivindicou durante o tempo todo, que era a suspensão da reorganização, aconteceu. Esse é um debate que foi muito importante, inclusive para a sociedade; isso prova que não é crime. O direito e a educação pública estão escritos na Constituição, e é muito importante lutar pelos direitos sociais.”
 
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