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Diário de Sorocaba





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<< Sobe para sete o número de escolas ocupadas Nenhuma delas tem previsão para encerrar os protestos e as aulas estão suspensas

Publicada em 24/11/2015 às 01:11
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Foto: Fernando Rezende
Assim como a Escola Estadual "Professor Lauro Sanchez", localizada na avenida Itavuvu, na Vila Carol, mais seis encontram-se ocupadas por estudantes em Sorocaba, por conta dos protestos contra a chamada `reorganização do ensino' proposta pela Secretaria de Estado da Educação. Os protestos nestas seis unidades tiveram início na manhã desta segunda-feira (23). Alunos das escolas estaduais "Beatriz Caixeiro Del Cistia" e "Hélio Del Cistia", localizadas no Jardim São Guilherme, na Zona Norte; "Antônio Vieira Campos", que fica no bairro Júlio de Mesquita Filho, o antigo Sorocaba 1; "Mário Guilherme Notari", no Jardim Luciana Maria; "Professor Jorge Madureira", no Jardim Guaíba, e "Humberto de Campos", no Jardim Zulmira, aderiram ao movimento ontem e tiveram as aulas suspensas.
 
Segundo a estudante da Escola Estadual "Humberto de Campos", Regiane Carvalho, aproximadamente 40 pessoas, entre alunos e funcionários, estavam ocupando o prédio. A ocupação teve início logo cedo, por volta das 6 horas, e não havia previsão para acabar o protesto. "A ocupação começou às 6 horas e não estamos tendo aula. A gente trancou todos os portões e nosso protesto vai durar o tempo necessário que o governador Geraldo Alckmin resolva mudar de ideia. Por nós, não vai ter nem Saresp (Sistema de Avaliação Escolar do Estado de São Paulo)", afirmou convicta a estudante.
 
Com uma faixa no portão dizendo "Ocupar ou resistir??? Ocupamos. Mamãe mandou eu estudar, mas o Alckmin não quer deixar", os alunos também conseguiram o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região. "Em relação à comida, já estamos tendo vários apoios; o Sindicato vai ajudar fornecendo alimento e colchões", relatou Regiane.
 
A Escola do Jardim Zulmira, que atende desde o 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio e Supletivo, com a reorganização proposta pelo Estado agora deverá receber, a partir de 2016, apenas o Ensino Médio. Os estudantes não estavam liberando a entrada de mais ninguém, além dos funcionários. "Nós estamos resolvendo essa questão, pois a partir de 2 horas da tarde ninguém mais sai, só se precisar de cobertor ou mantimento para nós que estamos aqui dentro", completou.
 
CONFUSÃO - Na Escola Estadual "Antônio Vieira Campos", que também atende a partir do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, houve desordem. Segundo os estudantes, o próprio diretor ligou para a Polícia. "O diretor chamou a Polícia para tomar as providências necessárias, pois estava com medo de falar com a gente. Eu mesma subi falar com eles e me explicaram os nossos direitos, o que podemos ou não fazer. Aí conversei com os outros estudantes e os policiais foram embora depois de cinco minutos, pois viram que não tinha ninguém fazendo bagunça, o movimento é pacífico e ordeiro", explicou uma das organizadoras do protesto e aluna Mallu Coelho.
 
A ocupação na "Antônio Vieira Campos" começou às 7 horas, quando os estudantes chegaram ao colégio. De acordo com Mallu, antes de subirem às salas, foi feita uma reunião. "Antes dos alunos subirem para a sala de aula, a gente chamou todo mundo aqui embaixo, para termos uma conversa geral sobre o que estava acontecendo. Ocorreu uma certa bagunça, mas agora só está por aqui quem realmente quer lutar por nossos direitos e participar da manifestação com a gente", foi clara.
 
A estudante ainda contou ainda que estava ligando para parentes e amigos, a fim de arrecadar alimentos. "Nós estamos pedindo ajuda para quem puder colaborar, com alimentos, colchonetes, essas coisas. Tem até a tia de uma menina que conversou com o diretor sobre a merenda, pois não podem nos deixar sem comida", asseverou.
 
Aproximadamente 40 pessoas ocupam a escola do Júlio de Mesquita e também ainda não havia previsão para desocupação. Além disso, os alunos estavam liberando a entrada para imprensa e maiores de idade, principalmente se fosse para ajudá-los. 
 
APOIO - Os estudantes também têm o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Segundo a coordenadora da subsede da Apeoesp em Sorocaba, Magda Souza, a posição deles é de apoio aos alunos. "Nossa posição é de total apoio e solidariedade aos estudantes que estão lutando contra a reorganização, pois nós não somos a favor também", reafirmou ontem à tarde.
 
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