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<< Lula se expõe mais para 'salvar o PT' e evita confronto com Cunha

Publicada em 24/11/2015 às 01:11
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A crise do governo Dilma Rousseff e o desgaste do PT obrigaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a antecipar os movimentos em favor de sua candidatura para 2018. Ele ampliou a influência no Palácio do Planalto e a agenda de viagens pelo País, em especial na capital federal, e se expôs mais em entrevistas até sobre temas como as investigações envolvendo amigos e um de seus filhos.
 
Lula pretende ir a Brasília uma vez por semana, a fim de influenciar nas decisões do governo e preservar o bom relacionamento com lideranças de outros partidos. O ex-presidente não acreditaria que Dilma possa recuperar sua popularidade sozinha e, por isso, resolveu adotar uma estratégia de "redução de danos" para si e para o PT.
 
Além de defender o aumento do espaço dos peemedebistas de cinco para sete ministérios, Lula costurou um pacto de não agressão com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que enterrou a possibilidade de abrir um processo de "impeachment" contra Dilma neste ano. Em troca, Cunha obteve a garantia de que o PT não vai atuar para tirá-lo do comando da Casa.
 
PT tem 'total autonomia' para tomar 
decisões em relação a Cunha, afirma Edinho
 
O ministro da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, negou nesta segunda-feira (23) que o Planalto tenha orientado a bancada do PT a apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa, onde o peemedebista é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo Edinho, o partido tem "total autonomia" para construir suas posições dentro do Legislativo. O ministro também evitou comentar as denúncias contra Cunha e disse que o governo continuará dialogando com ele para tentar aprovar as medidas do ajuste fiscal.
 
"O PT tem total autonomia de construção das suas posições dentro do Legislativo", afirmou Edinho em entrevista após participar de reunião de coordenação política comandada por Dilma Rousseff. De acordo com o ministro, o diálogo do Planalto com o Congresso é para criar uma agenda de interesse do País, do povo brasileiro. "E essa agenda passa neste momento em que a gente aprove as medidas do ajuste fiscal e, posteriormente, entre na agenda de retomada do crescimento econômico", disse.
 
 

 

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