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<< Descarga de produtos na Ceagesp tem queda de 30%

Publicada em 12/11/2015 às 02:11
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Foto: Fernando Rezende
A descarga de mercadorias na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), de Sorocaba, teve queda de 30% desde a segunda-feira (9), quando se iniciou a greve dos caminhoneiros em pelo menos 12 Estados do País. Segundo o gerente de Entreposto II, Marco Antônio Jucelino de Oliveira, o atraso dos produtos varia de doze horas a 24 horas para a chegada. 
 
“O afluxo não está 100%. O máximo de atraso está sendo 24 horas, tempo que temos para medir se vai acontecer a falta de alguma coisa ou não. Alguns caminhões já estão programados para chegar, então, até o fim de semana, temos mercadorias”, contou Oliveira destacando que os permissionários já estão atentos à paralisação. “Boa parte não foi afetada de imediato porque muitos estão precavidos. Alguns não estão carregando as mercadorias e outros providenciaram desvio de rotas.”
 
Outro fator cogitado por Oliveira foi o aumento no preço de alguns produtos, especificamente do mamão papaia. “O mamão é um dos produtos que os comerciantes estão tendo dificuldade em aderir. O valor também subiu pelo menos 30%.” O permissionário Orlando Fiorani, 50 anos, confirmou o reajuste no valor da fruta e acredita que a dificuldade na compra do produto é pela distância do fornecedor. “Tivemos dificuldade para trazer o mamão papaia e formosa, porque algumas mercadorias são de fora do Estado de São Paulo; umas são do sul e outras do nordeste. Estamos esperando a compra chegar amanhã. Na segunda-feira, tivemos de comprar por cota, por isso, o preço fica mais caro. Muita gente procurando e pouco produto para oferecer.”
 
PARALISAÇÃO – A greve dos caminhoneiros, que hoje completa seu 5º dia, reivindica a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo, salário unificado em todo o País e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos. 
 
Em São Paulo, os caminhoneiros bloquearam a Marginal Tietê e, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, ocuparam as faixas da pista local, no sentido da Rodovia Ayrton Senna. As manifestações em Minas Gerais começaram por volta da madrugada de segunda-feira (9). No Paraná, houve paralisação em pelo menos quatro estradas federais. Em Santa Catarina, um trecho da rodovia estadual SC 486 também foi paralisado. No Rio Grande do Sul, os protestos começaram já no domingo (8) em rodovias federais. Em Rio Grande do Norte, manifestantes bloquearam a passagem apenas de caminhoneiros, liberando trânsito para outros veículos; e, em Tocantins, os protestos também começaram no domingo.
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