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Diário de Sorocaba

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<< Índice de passageiros que usam cinto de segurança tem melhora de 10% na região O índice de pessoas que não usam o dispositivo caiu de 48 para 38%

Publicada em 13/10/2015 às 00:10
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Foto: Fernando Rezende
O índice de passageiros que passaram a usar o cinto de segurança no banco traseiro do veículo teve uma melhora de 10% na região de Sorocaba, conforme revela pesquisa da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Na região, o primeiro levantamento feito em dezembro de 2014 apontou que 48% das pessoas não utilizavam o cinto no banco de trás do carro. Contudo, em agosto passado, quando o estudo foi feito novamente, 62% dos passageiros estavam com o dispositivo, já que o índice caiu para 38%.
 
Das regiões administrativas do Estado, as que tiveram a maior queda no índice do não uso do cinto de segurança no banco traseiro foram as regiões de São José dos Campos, com recuo de 29% (de 59% para 30%), de São José do Rio Preto, com redução de 26% (de 59% para 33%), e Central, queda de 25% (de 59% para 34%). Já as regiões de Itapeva e de Marília apresentaram piora no índice de não utilização. Na primeira, o percentual de passageiros do banco traseiro que viajavam sem usar o cinto subiu 11%, saltando de 37% na medição feita em dezembro para 48% na desenvolvida em agosto; já o índice de Marília pode ser considerado estável, já que o recuo foi de apenas um 1% - de 37% para 36%. 
 
De acordo com a Artesp, em dezembro do ano passado, mais da metade dos passageiros dos bancos traseiros dos veículos que circulavam nas rodovias sob concessão não utilizavam o cinto de segurança. Hoje, a parcela daqueles que não usam o equipamento na parte de trás do veículo diminuiu para pouco mais de um terço. Depois de oito meses do início da campanha de conscientização da importância do uso do cinto de segurança, promovida pela Artesp e pelas concessionárias do Programa de Concessão das Rodovias do Estado, pesquisa mostra que subiu 16% o índice de passageiros que ocupam os bancos traseiros e antes não utilizavam esse equipamento de segurança, que salva vidas em caso de acidentes.
 
“É um trabalho de longo prazo. Motoristas e passageiros precisam se conscientizar sobre a importância do cinto de segurança tanto nos bancos da frente como no de trás também”, alerta o diretor geral da Artesp, Giovanni Pengue Filho. Ele ressalta que a campanha antecipou as ações desenvolvidas pelas concessionárias de rodovias paulista na Semana Nacional de Trânsito, e mantém o compromisso do governo paulista em atingir as metas de redução no número de acidentes, de mortos e feridos.
 
Dados relativos à Medicina de Tráfego apontam que o uso do cinto de segurança no banco da frente pode reduzir em 45% o risco de mortes em acidentes; enquanto no banco traseiro essa redução pode chegar a 75%. Levantamento da Artesp mostra que 69,4% dos passageiros de banco traseiros nos veículos que se envolveram em acidentes nas rodovias paulistas entre 2012 e 2014 estavam sem cinto de segurança. A utilização do equipamento pode evitar que passageiros sejam arremessados para fora do veículo num eventual acidente ou, ainda, batam a cabeça contra partes duras, o que reduz a gravidade de ferimentos, principalmente dos ocupantes do banco traseiros, que podem ser projetados para a frente, atingindo o motorista ou o carona.
 
Na amostra colhida nas rodovias em dezembro do ano passado, verificou-se um dado alarmante, que mostrou que 54% dos passageiros do banco traseiro não utilizavam o cinto. A pesquisa deu-se nas praças de pedágio das rodovias sob concessão por meio da observação dos ocupantes dos veículos que paravam nesses locais. Usando a mesma metodologia, entre 17 e 23 de agosto, foi verificado que 38% dos ocupantes da parte de trás do veículo não utilizavam esse equipamento de segurança. Uma boa evolução nas rodovias paulistas sob concessão, após intensa campanha de conscientização na mídia e nas próprias rodovias.
 
Os resultados obtidos com a amostragem de agosto mostram, ainda, que o índice de motoristas e de passageiros do banco dianteiro que não utilizam o cinto também caiu na comparação com o levantamento de dezembro. No caso dos motoristas, a redução daqueles que não utilizavam o equipamento foi de 4%, passando de 13% para 9%; já entre os passageiros do banco dianteiro a não utilização caiu 5% - de 16% para 11%. A não utilização do cinto de segurança é considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (artigo 65), e resulta em multa de R$ 127,69 por ocupante do veículo sem o equipamento.
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