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<< Cortes fazem Dunga quebrar cabeça para escalar Seleção na estreia contra o Chile Brasil encara a equipe chilena nesta quinta-feira às 20h30

Publicada em 07/10/2015 às 01:10
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Foto: Arquivo/Conteúdo Estadão
Quando Dunga anunciou os jogadores convocados para os dois primeiros jogos do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, a lista tinha Rafinha, Phillipe Coutinho e Roberto Firmino. Mas no grupo que fez nesta terça-feira (6) o segundo treino, em Santiago, para a partida de amanhã, às 20h30, contra o Chile, aparecerão no campo Daniel Alves, Kaká e Ricardo Oliveira. É apenas um fato rotineiro que se repete desde que o treinador reassumiu a Seleção; ele raramente conseguiu contar com o grupo original de uma convocação que fez.
 
Isso já aconteceu 22 vezes desde que Dunga reassumiu. Normalmente, ele perde jogadores por contusão. Mas já teve caso de indisciplina - Maicon, nos amistosos contra Colômbia e Equador no ano passado - e desta vez, teve até uma “deserção”. Rafinha pediu dispensa porque não se via com chances de ser chamado regularmente e porque também cogitou jogar pela seleção da Alemanha - ele defende equipes do país atual campeão do mundo há 10 anos.
 
Quando a partida é amistosa, Dunga nem lamenta muito os desfalques inesperados. Enxerga neles oportunidade de testar novos atletas. “Nessas situações, a gente sempre pode observar um outro jogador. Mas é aquele negócio. Na Seleção brasileira, quando um levanta da cadeira, há risco de o outro vir e sentar.”
No entanto, quando a competição é oficial, as ausências pesam. Exemplo disso deu-se na Copa América. Dunga perdeu quatro estes convocados por lesão: os titulares Danilo e Luiz Gustavo, além de Marcelo e o goleiro Diego Alves. Nem sequer chamou outro de seus titulares, Oscar, que estava mal fisicamente na época e foi poupado justamente para chegar inteiro às Eliminatórias.
 
O resultado em campo foi o que se viu. A Seleção em nenhum momento jogou bom futebol no Chile e, quando perdeu Neymar, desandou de vez. Não passou das quartas de final e, após a eliminação para o Paraguai, Dunga lamentou os desfalques. “É preciso lembrar também de que perdemos cinco jogadores importantes e que dariam uma experiência ainda maior aqui no Chile.”
 
CASOS RECORRENTES - Já na primeira convocação, nos jogos contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos em 2014, Dunga teve de encarar estes três cortes: além do indisciplinado Maicon, Hulk e Alex Sandro machucaram-se e tiveram de ser substituídos.
 
O fato repetiu-se em todas outras ocasiões, algumas vezes por “atacado” como agora e na Copa América. Em março deste ano, por exemplo, Diego Tardelli, David Luiz e Marquinhos foram desconvocados dos amistosos contra França e Chile. Dunga aproveitou para testar Luiz Adriano, Gabriel Paulista e Gil. Deles, apenas o zagueiro corintiano seguiu em frente. Tanto que faz parte do grupo que está nas Eliminatórias.
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