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Diário de Sorocaba

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<< UFSCar leva à Câmara planos futuros do Câmpus Sorocaba Nova diretora do Câmpus local da Universidade Federal de São Carlos passa por 'saia justa', inclusive com denúncias sobre consumo de drogas nos intervalos

Publicada em 25/09/2015 às 02:09
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Foto: AI/CMS
A diretora do Câmpus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), professora Eli Ângela Vitor Toso, doutora em Engenharia de Produção pela própria UFSCar, expôs na Câmara Municipal, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (24), um balanço das atividades da instituição, mostrando seu crescimento ao longo dos anos e seus novos projetos de expansão. Antes de falar no Plenário, a diretora foi recebida pelo presidente da Casa, o vereador Gervino Cláudio Gonçalves (PR), no gabinete da Presidência, com a participação do vereador Izídio de Brito (PT).
 
Criado em 2005 e implantado em 2006, por meio de parceria com a Prefeitura local, que alugou um prédio para a instituição, o Câmpus UFSCar Sorocaba hoje conta com 14 cursos de graduação, nove mestrados e quatro cursos de MBA - o Câmpus já propôs a criação de três cursos de doutorado. Oferece 620 vagas na graduação e o meio de ingresso é o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), com 50% das vagas reservadas para negros, pardos e alunos oriundos de escola pública. Também há vagas adicionais para indígenas. 
 
O Câmpus Sorocaba Universidade, como explicou ainda aos vereadores Eli Ângela, desenvolve projetos de iniciação científica em Sorocaba e 180 alunos participaram do Ciência Sem Fronteiras. Também já contabiliza com 1.451 publicações científicas, com destaque para as áreas de Biotecnologia, Ciências dos Materiais e Educação. Outra observação feita por ela é de que seu curso de Turismo é o melhor do Brasil, enquanto o curso de Engenharia de Produção está entre os melhores do País.
 
`SAIA JUSTA' - No Plenário do Legislativo sorocabano, porém a professora Eli Ângela passou também por momentos de `saia justa'. O vereador Luís Santos (Pros) protestou veementemente contra o tratamento dado pela UFSCar à Câmara Municipal, afirmando que o Câmpus local "tem dado um tratamento desrespeitoso aos vereadores". Citou como exemplo fatos ocorridos quando da criação de uma comissão na Câmara Municipal para discutir a criação da Universidade Federal de Sorocaba. "Nós, vereadores, fomos xingados com palavrões que não ouso repetir aqui", afirmou. 
 
Luis Santos indagou à diretora da UFSCar Sorocaba se o plano diretor da Universidade retirou a cláusula que previa a transformação do câmpus local em Universidade Federal de Sorocaba. A diretora confirmou a informação e afirmou que "a Universidade é um organismo vivo e suas decisões são colegiadas, sempre visando a melhor qualidade de ensino". Eli Ângela ponderou que a UFSCar Sorocaba, para oferecer um ensino de qualidade, compartilha a estrutura e a experiência dos outros quatro câmpus da UFSCar. 
 
Já a vereadora Neusa Maldonado (PSDB) afirmou que existe um grande interesse de que o Câmpus da UFSCar se transforme na Universidade Federal de Sorocaba, mas defendeu que também é preciso ampliar a Unesp (Universidade Estadual Paulista). "O que nos choca, porém, é o tipo de universitário que está saindo da UFSCar. Criticar é um direito dos alunos, como de qualquer outra pessoa, mas crítica não se confunde com agressividade, com falta de educação", afirmou Neusa Maldonado, referindo-se a manifestações de alunos da UFSCar na Câmara Municipal. E também fez uma denúncia: "Soubemos por fonte da própria Universidade que, nos intervalos das aulas, os alunos bebem muito na UFSCar e há usuários de drogas. Talvez isso explique essas condutas desrespeitosas. Isso nos preocupa mais até do que o câmpus local ser da UFSCar ou de Sorocaba. Gasta-se muito dinheiro para formar esse tipo de universitário" - indignou-se a vereadora.
 
O vereador Wanderley Diogo, de sua parte, observou que não houve aumento do número de vagas na graduação na UFSCar Sorocaba após 2010 e quis saber quais as razões disso. "De 2009 em diante, não houve aumento nas vagas de graduação. O que houve foi um aumento nas vagas da pós-graduação, em nível de mestrado e especializações", informou a diretora. Já os vereadores Hélio Godoy (PRB), Izídio de Brito (PT) e Antônio Carlos Silvano (SDD) ressaltaram a importância do câmpus da UFSCar em Sorocaba e pediram desculpas pelas críticas externadas à instituição. Godoy afirmou que "sua experiência acadêmica tem sido libertadora e transformadora", enquando o vereador Marinho Marte (PPS) destacava existir uma dificuldade de relação entre a Câmara Municipal e a UFSCar, ressaltando que "a Câmara tem sido parceria de todas as iniciativas não só da UFSCar, mas também das demais instituições de ensino superior no Município". E elogiou a disposição da diretora em prestar contas à Câmara, embora não deixando de observar que os números apresentados aos vereadores eram frios e não dispensavam o diálogo pessoal dos diretores da UFSCar com o Legislativo. "É preciso respeito ao Legislativo", reiterou Marinho Marte.
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