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Diário de Sorocaba

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<< Em protesto, metalúrgicos reivindicam reajuste salarial O ato deu-se no estacionamento da Prefeitura, em frente ao prédio do Ciesp

Publicada em 24/09/2015 às 02:09
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Foto: Fernando Rezende
Metalúrgicos de Sorocaba e região ameaçam parar com a produção caso não haja negociações da campanha salarial. O anúncio foi dado na manhã desta quarta-feira (23) pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal), Admilson Terto da Silva, durante manifestação da categoria no estacionamento da Prefeitura, em frente ao prédio do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). 
 
O ato começou às 5 horas e terminou por volta das 9 horas. Após o protesto, os metalúrgicos foram para o trabalho. A data-base da categoria venceu no dia 1º de setembro e, conforme o Sindicato, das seis bancadas patronais do setor, até ontem à tarde, três haviam apresentado proposta de reajuste de salários. “Mesmo as três propostas apresentadas não repõem sequer as perdas salariais causadas pela inflação dos últimos 12 meses, que está acumulada em 9,88%”, diz nota do Sindicato.
 
AVISO DE GREVE – O presidente da Federal Estadual dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores, Luiz Carlos da Silva Dias, que lidera a bancada dos trabalhadores nas negociações estaduais da categoria, veio a Sorocaba para integrar o ato. Ele afirmou que o prazo final para os grupos patronais apresentarem propostas vence nesta sexta-feira (25). “Se até sexta-feira os empresários não vierem com viáveis de acordo, que possam ser levadas para votação em assembleias, imediatamente vamos protocolar avisos de greve válidos para todas as bases da CUT no Estado.”
 
O dirigente disse que, depois da entrega oficial do aviso de greve, as paralisações devem começar entre terça e quarta-feiras da próxima semana. Após o ato, uma comissão de dirigentes sindicais protocolou um documento no Ciesp, que é vinculado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa as bancadas patronais. O documento comunica que a continuidade do impasse poderá gerar greve na categoria. Por sua vez, a Fiesp informa que as negociações já estão sendo feitas.
 
TRÂNSITO – Embora agentes de trânsito da Urbes estivessem acompanhado o ato, o motorista que precisou usar da Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes teve de redobrar a atenção ontem pela manhã. Ônibus que transportavam os trabalhadores fizeram fileiras em uma das pistas e o congestionamento complicou-se nas proximidades do Paço Municipal. O trecho começou a ser desocupado por volta das 9 horas. 
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