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Diário de Sorocaba

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<< Queda no faturamento real de supermercados reflete na região Decréscimo foi de 1,25, de janeiro a julho deste ano em comparação a 2014

Publicada em 24/09/2015 às 02:09
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Foto: Fernando Rezende
O faturamento real dos supermercados no Estado de São Paulo registrou queda de 1,25%, de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período de 2014 segundo levantamento feito pelo departamento de Economia e Pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Em julho, houve queda de 0,05% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora a pesquisa não revele dados específicos de Sorocaba, a Apas destaca que os índices refletem no desempenho da região. 
 
O levantamento foi feito com o conceito de Mesmas Lojas, que consideram as que operam no tempo mínimo de 12 meses. Nesse conceito, a queda nas vendas se dá diante de um cenário econômico que alia elevação do desemprego, redução da renda e inflação elevada e persistente, o que reduz o poder de compra do consumidor, impactando diretamente no resultado das empresas do setor supermercadista.
 
Conforme explica o gerente de economia e pesquisa Apas, Rodrigo Mariano, o desempenho neste ano deve ser o pior desde 2006 em função da situação econômica vivida pelo País atualmente. “O agravante é que as margens estão cada vez mais reduzidas diante das elevações dos custos e despesas, como energia elétrica e impostos, impactando ainda mais o resultado das empresas supermercadistas”, disse.
 
No conceito de Todas as Lojas, que consideram todas as criadas no período pesquisado, houve elevação de 0,73% no acumulado de janeiro a julho. Em julho, a alta foi de 1,84% em relação a igual período do ano passado, e alta de 3,59% em relação a junho deste ano. O crescimento verificado no conceito de Todas Lojas se dá diante da abertura de novas lojas ao longo de 2015, principalmente no segmento de minimercado e lojas de proximidade. “Isso tem contribuído para uma queda menos expressiva deste segmento, já que em todo o comércio varejista a queda já desponta de modo generalizado e persistente ao longo de 2015”, afirma o gerente.
 
MOMENTO DELICADO NO SETOR - O poder de compra da população tem sido afetado diante do quadro de inflação mais elevada e persistente, aliado ao momento econômico atual de desemprego e redução da renda. Neste cenário, o setor supermercadista deve registrar uma queda de, aproximadamente, 0,5% a 1% nas vendas. Para que as saídas não caiam de maneira expressiva, o supermercado vem fazendo intensivas negociações junto à indústria, bem como reduzindo suas margens. “As perspectivas no curto prazo são de que ainda haja piora antes da economia voltar ao eixo”, destaca Mariano.
 
Segundo ele, as margens do setor são prejudicadas pela redução das vendas diante de um cenário econômico ruim, e aumento dos custos e despesas diante da elevação do custo de energia elétrica e impostos, por exemplo. “Este somatório exige por parte dos supermercados um olhar mais apurado para o comportamento do consumidor e para os custos e despesas da empresa, na busca por um menor impacto negativo nos resultados.”
 
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