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<< Justiça liberta quatro suspeitos na morte de PM O soldado Sandro Luiz Gomes foi assassinado a tiros em abril de 2014

Publicada em 13/09/2015 às 00:09
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Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Quatro suspeitos pela participação na morte do policial militar Sandro Luiz Gomes, ocorrida no dia 27 de abril de 2014, no Jardim Paulista, foram colocados em liberdade. A juíza Adriana Tayano Fanton Furukawa acolheu a manifestação do promotor do Ministério Público (MP), Antônio Farto Neto, que entendeu não haver, ainda, provas concretas dos indivíduos na prática do crime. Foram acatados e expedidos em agosto os alvarás de soltura para Emerson dos Santos, vulgo “Neguinho”, Lucas Nascimento da Silva, Fernando dos Santos e Pedro Paulo Gomes. 
 
No entanto, mesmo soltos, continuarão respondendo ao processo por homicídio qualificado contra o policial militar e de tentativa de homicídio qualificado contra o sargento Antônio Correa Júnior, que ficou ferido durante a troca de tiros com os criminosos. 
 
A juíza também revogou o mandado de prisão contra Fabiano dos Santos, vulgo “FB”, que era procurado da Justiça. Já em relação aos demais suspeitos, Juliano Cardoso, Pedro Paulo e Marcelo Batista, tanto a juíza como o MP decidiram que devem continuar presos, como garantia da ordem pública. A Justiça continuará apurando o envolvimento deles nos crimes. 
 
RELEMBRE O CASO – O soldado Sandro Luiz Gomes estava em patrulhamento de rotina, nas imediações do Jardim Paulista, zona norte, na madrugada de 27 de abril do ano passado. Ele estava acompanhado do sargento Júnior durante uma Operação Delegada. 
 
Gomes dirigia a viatura pela Avenida Itavuvu, no sentido do bairro ao Centro. Antes de entrarem no Parque das Paineiras, os agentes foram alvejados por cinco disparos, que atingiram a parte traseira da viatura. Em seguida, os criminosos balearam novamente a viatura na parte lateral esquerda (do lado do motorista), atingindo com 11 tiros os policiais, que não tiveram chance de reação. O soldado Sandro foi ferido, especialmente na cabeça, enquanto o sargento Junior recebeu apenas um tiro de raspão no pescoço. Os dois foram socorridos à Unidade Pré-Hospitalar (UPH) Zona Norte e posteriormente ao Hospital Regional, onde o soldado acabou falecendo. 
 
Momentos depois do ataque, a polícia encontrou um Crossfox prata, com placas de São Paulo, abandonado na Avenida Itavuvu, com várias perfurações no lado direito do para-brisa. Segundo a perícia técnica, que averiguou o veículo, os tiros partiram de dentro para fora, ou seja, os criminosos teriam atirado pelo próprio vidro. No carro foram encontrados projéteis, estojos, duas garrafas plásticas com gasolina, um boné laranja e uma camiseta azul. Foram recolhidos também oito fragmentos de munições cujos calibres não foram apurados ainda. 
 
O segundo automóvel encontrado foi um Ford New Fiesta branco, também com placas de São Paulo, estacionado na Avenida Itavuvu, no Bairro Altos do Itavuvu. Dentro havia dez munições de calibres 9 milímetros, que estavam distribuídas entre os assoalhos dianteiro e traseiro do lado do passageiro. Também foram achadas duas garrafas plásticas, das quais uma com gasolina e outra com forte odor do mesmo produto. O veículo estava com a placa e o número do chassi raspados. 
 
Na época, o prefeito Antônio Carlos Pannunzio decretou luto oficial de três dias em Sorocaba, em razão da morte do soldado Gomes, que deixou três filhas de 9, 11 e 14 anos. 
 
De acordo com as investigações, o principal motivo do crime teria sido uma dívida que Juliano Cardoso possuía com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele vinha sendo cobrado constantemente por líderes da facção e, como forma de pagamento, deveria executar um policial militar em serviço. Juliano Cardoso teria chamado os outros colegas para ajudá-lo na execução de um PM. 
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