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Diário de Sorocaba

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<< Greve no INSS completa 64 dias sem solução Perícia Médica também adere ao movimento, mas ainda mantém 30% nos atendimentos

Publicada em 12/09/2015 às 02:09
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Foto: Fernando Rezende
Servidores das agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de todo o País continuam com o serviço paralisado. A greve nacional, que começou no dia 7 de julho, completa hoje (12) 64 dias, já na cidade de Sorocaba a greve que teve inicio no dia 29 seguinte, segundo o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), Marcelo Gomes de Santana, a paralisação chega a 42 dias.
 
As duas agências locais do INSS, uma localizada na rua Dr. Nogueira Martins, no Centro, e a outra no início da avenida Itavuvu, na Zona Norte, continuam com atendimento parcial, porém a Perícia Médica, que ainda continuava com atendimento regular, também aderiu ao movimento no último dia 4. Segundo cartazes colados na parte externa de ambas as agências, a Perícia deve manter os atendimentos em até 30%.
 
De acordo com informativo da Previdência Social, os segurados que agendaram perícia médica em uma agência da Previdência Social devem ligar para a Central Telefônica 135 e consultar previamente a situação do atendimento na unidade. Quem não for atendido em razão da paralisação dos servidores peritos médicos terá sua data de atendimento remarcada. Além disso, para evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados, o INSS informa também que considerará a data originalmente agendada como a de entrada do requerimento.
 
O último balanço nacional realizado pela Previdência registrou, na quinta-feira (9), que dos 26.092 atendimentos de perícia agendados, apenas 12.894 foram realizados e 8.557 remarcados.
 
FALTA DE ATENDIMENTO REVOLTA SEGURADOS - A auxiliar de limpeza Elisabete Moura da Silva Limeira, 45 anos, que trabalha na profissão há 15 anos, apenas para conseguir trocar de banco onde recebe seu benefício acabou dando com a famosa `cara na porta'. "Meu primeiro agendamento era para o dia 22 de julho, eu vim e não fui atendida por causa da greve. Depois eles remarcaram para o dia 14 de agosto e novamente não fui atendida. Agora, eu agendei por telefone, conforme eles pedem, e foi marcado para hoje. Estou aguardando. Disseram que vão me atender", contou Elisabete, não sem lamentar que a situação causou prejuízo em seu trabalho: "Todas as vezes eu tinha que pedir para sair mais cedo e nunca era atendida, perdia o dia de trabalho e depois ficava devendo hora".
 
Elisabete classificou também a greve como falta de consideração para com os segurados. "É uma enrolação. Tem um papel ali na porta em que eles dizem estar em greve para melhorar, mas vai melhorar o quê? Se a gente vem até aqui é porque precisamos. Eles anunciam greve e sempre fica por isso mesmo", acrescentou a auxiliar de limpeza, ressaltando ter entrado em contato com a Previdência para esclarecer dúvidas em relação ao INPS, porém não foi bem atendida: "Eu ligo e eles sempre dizem que não sabem de nada ou não podem passar a informação, mas por que esse sigilo todo? É um direito meu saber se está funcionando para que eu não perca mais uma vez a viagem".
 
Já o aposentado Laudo José da Silva, 52 anos, precisou entrar com um pedido de pensão de morte da esposa que faleceu em abril e também precisou reagendar o atendimento. "Estava agendado para o dia 11, mas por causa da greve eles remarcaram para 11 de fevereiro de 2016. Vou ter que ficar esperando até lá", lamentou-se.
 
Marcelo Gomes, do Sinsprev, informou à reportagem que até a tarde de ontem (11) uma reunião com o Comando de Greve deveria decidir novas estratégias a serem tomadas por parte dos grevistas.
 
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