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Diário de Sorocaba

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<< Descaso do Estado para com a área da Saúde revolta vereadores Vereadores vêm desprestígio das lideranças políticas sorocabanas junto ao Governo Alckmin

Publicada em 11/09/2015 às 03:09
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O vereador Izídio de Brito Correia (Foto: AI/CMS)
A saúde voltou polemizar boa parte da sessão ordinária desta quinta-feira (10) do Legislativo sorocabano. O vereador Izídio de Brito Correia (PT) fez um balanço da visita que a Comissão de Saúde da Câmara fez à Secretaria Estadual de Saúde na terça-feira (8), para cobrar uma posição do Governo de São Paulo sobre o atendimento de alta complexidade em Sorocaba, que corre o risco de ser paralisado por falta de recursos, notadamente na área de Oncologia, como o serviço de radioterapia. Izídio de Brito e o Pastor Apolo (PSB), que integram a Comissão, estiveram na Capital e, acompanhados dos deputados estaduais Maria Lúcia Amary (PSDB) e Carlos Cezar (PSB), foram recebidos pelo secretário-adjunto de Saúde, Wilson Pollara - e não pelo secretário de Estado de Saúde, David Uip, como agendado e confirmado pela Câmara Municipal.
 
"É um absoluto descaso com Sorocaba, que virou sede de sua Região Metropolitana. Saímos com a impressão de que ninguém do Governo Estadual vai se responsabilizar pelo serviço de radioterapia em Sorocaba", afirmou Izídio de Brito da tribuna, responsabilizando diretamente o Governo Alckmin pela situação. O vereador Fernando Dini (PMDB) - que também integra a Comissão e foi quem fez o alerta sobre o problema - igualmente registrou sua indignação com a atitude do Governo do Estado e defendeu que é preciso continuar unindo forças para buscar uma solução para a saúde no Município.
 
O vereador Antônio Carlos Silvano (SDD) questionou o fato de o titular da Pasta não ter atendido a Comissão, mesmo estando juntos os deputados estaduais por Sorocaba e ambos da base governista na Assembleia Legislativa. Cobrou do Estado soluções imediatas para o problema da saúde no Município, pois, no seu entender, está faltando o devido atendimento médico em praticamente todas as unidades da saúde de Sorocaba, especialmente para as pessoas que sofrem de doenças graves. E citou casos de pessoas que estão em estado grave precisando de cirurgias.
 
José Antônio Caldini Crespo (DEM), por sua vez, fez um desagravo ao prefeito Antônio Carlos Pannunzio e à deputada estadual Maria Lúcia Amary, ambos do PSDB, o mesmo partido que dirige São Paulo atualmente, que, no seu entender, "estão sendo humilhados pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin". E lembrou que o governador já negou recursos a Pannunzio para resolver o problema da dengue e da saúde mental no Município. 
 
Da tribuna, Caldini Crespo também defendeu ontem que a prometida construção do novo Hospital Regional em Sorocaba seja cancelada por Alckmin e os R$ 280 milhões que o Governo do Estado irá investir na obra sejam destinados ao atual Hospital Regional e ao restante das unidades locais do setor de saúde, para melhorar o atendimento.
 
O vereador Marinho Marte (PPS), corroborando a fala de Crespo, também expressou sua indignação diante do tratamento dado aos vereadores na Secretaria Estadual de Saúde: "É absurdo que uma comissão de vereadores desta Casa, acompanhada de deputados estaduais, não seja recebida pelo secretário de Saúde e, sim, por um adjunto da Pasta. É uma desfeita para com o povo de Sorocaba, que não podemos admitir de forma alguma", afirmou. 
 
DOIS VETOS REJEITADOS E LEI DOS BARES - Dois vetos do Executivo a projetos dos vereadores foram, por outro lado, rejeitados na sessão da Câmara Municipal desta quinta-feira. O primeiro a projeto de autoria da vereadora Neusa Maldonado (PSDB), instituindo o Programa `Xadrez na Praça'. Foi derrubado por 16 votos, em que pese a própria autora, ligada ao grupo político do prefeito Pannunzio, tê-lo acatado. Até o líder do governo na Casa, José Francisco Martinez (PSDB), pediu a rejeição do veto com base na posição da Comissão de Justiça, que tem se reunido todas as segundas-feiras e considerou o projeto constitucional. A vereadora Neusa Maldonado afirmou que sua decisão de acatar o veto se devia ao fato de que há uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado que considerou inconstitucional lei semelhante do município de Bebedouro, de iniciativa da Câmara local, que criava um programa de atividades físicas para pessoas com deficiência. 
 
Também foi rejeitado o veto a projeto do vereador Caldini Crespo, estabelecendo a política pública municipal de remoção e substituição de árvores da espécie exótica invasora Leucena, de origem mexicana, por espécies nativas do Município. Foi aprovado ainda, entre outros, do vereador Marinho Marte, que altera a chamada `Lei dos Bare', de modo a permitir que os estabelecimentos com alvará de funcionamento que não requererem o alvará especial de horário noturno ou de 24 horas encerrarão suas atividades comerciais à meia-noite, ressalvado, porém, o direito do cliente permanecer no seu interior. A proposta, enfatiza o autor, não altera o horário de funcionamento dos bares, mas tem como objetivo permitir que os consumidores que permanecerem nos bares e similares, após o encerramento das suas atividades, tenham o direito ao consumo dos alimentos e bebidas adquiridos.
 
REPÚDIO ÀS DROGAS - Ainda na sessão legislativa de ontem, por outro lado, o vereador Pastor Apolo manifestou sua indignação com a possível liberação do porte de drogas que está sendo decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. "Já pensou um trabalhador parar cinco minutos para fumar maconha e voltar ao trabalho? Um enfermeiro no hospital sai para usar droga e volta para atender o doente? Vamos ter graves problemas, com um aumento do consumo de drogas na sociedade, inclusive nas escolas, pois os alunos poderão usar drogas dentro delas. Os pais perderão o controle sobre os filhos e haverá um aumento dos viciados em drogas, aumentando também a demanda nos hospitais", afirmou, acrescentando que a droga também irá acarretar graves problemas no ambiente de trabalho.
 
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