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<< Ministro acredita que as pessoas entenderão se houver mais impostos Joaquim Levy afirmou que o governo não pode agir sozinho e é preciso entender a importância de se colocar as contas fiscais em ordem

Publicada em 11/09/2015 às 02:09
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Foto: Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que as pessoas vão entender se tiverem que pagar mais impostos para tornar o País mais forte. Ele ressaltou que a presidente Dilma Rousseff não deixa de tomar medidas por haver possibilidade de uma queda de popularidade e que o governo está empenhado em atingir meta de superávit de 0,7% do PIB. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (10), o ministro disse que o governo não pode agir sozinho e que a sociedade tem de entender a importância de se colocar as contas fiscais em ordem. "Se tiver que pagar um pouquinho de imposto para sermos vistos como país forte, as pessoas entenderão", afirmou.
 
O ministro frisou a responsabilidade da presidente Dilma na tomada de decisões. Segundo ele, a petista já vem tomando decisões que, por exemplo, geraram alta de preços administrados. "Por isso que a presidente falou que vai tomar as medidas para isso (colocar as contas em ordem). E já até tomou e nem todas têm refletido na popularidade dela", disse. O ministro ressaltou:, "Se precisar pedir a sociedade, empresas e famílias que façam um esforço adicional para ajudar o Brasil a chegar aonde quer chegar, tenho certeza de que a presidente vai fazer a proposta". Levy afirmou que essa discussão será o programa de governo para as próximas semanas. 
 
Para o ministro, as ações do governo já têm surtido efeito. "Pela primeira vez, vimos uma contribuição positiva do setor externo. A balança, que tinha perdas, agora está no azul, porque o governo tomou as medidas necessárias no começo do ano. Com relação ao câmbio, o ministro disse: "Estávamos vendo o déficit com o resto do mundo piorando e deixamos o câmbio flutuar, estamos vendo o déficit diminuindo". 
 
REBAIXAMENTO - Após o rebaixamento do grau de investimento pela agência de risco do Brasil, a Standard & Poor's, o ministro ressaltou que a economia brasileira precisa sofrer reengenharia para se adaptar ao cenário mundial. Ressaltou a necessidade de retomar o crescimento e a adaptação às novas conjunturas. "Temos reformas estruturais para botar o País pronto para responder ao novo ambiente", disse.
 
Por diversas vezes durante a coletiva de imprensa, que contou com uma fala improvisada do ministro, que não planejava fazer uma explanação inicial, Levy ressaltou a reforma do ICMS e do PIS/Cofins como componentes importantes para o fortalecimento da economia. Ao defender essa reforma, Levy ponderou que as mudanças permitirão que as empresas sejam mais transparentes e transversais. Para o ministro, a reforma vai simplificar o pagamento de imposto e proporcionará mais segurança jurídica.
 
O dirigente da Fazenda reconheceu os problemas do sistema tributário. Fazendo uma referência ao Congresso, Levy afirmou que as reformas estruturais que estão sendo conversadas com o Legislativo são necessárias para a economia reagir ao novo ambiente econômico. Em mais uma referência à necessidade de uma ponte fiscal, o ministro ressaltou que essa ponte será construída com uma economia além dos R$ 80 bilhões do contingenciamento orçamentário anunciado este ano.
 
DESTAQUE NA IMPRENSA INTERNACIONAL - Não foi apenas o mercado que reagiu ao rebaixamento da nota do Brasil. Depois de ter o rating rebaixado de BBB- para BB+, perdendo o grau de investimento e a credibilidade como bom pagador, o País tornou-se destaque nas manchetes dos principais jornais do mundo. A notícia foi uma das mais populares no site do britânico "Financial Times". Já a "The Economist" publicou que o mistério é não ter acontecido antes [o rebaixamento]". O espanhol "El País" chamou atenção para o agravamento das crises econômica e política. "Um dos maiores pesadelos da equipe econômica e de Dilma Rousseff e do empresariado brasileiro começou a ganhar forma nesta quarta-feira", diz o texto.
 
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR - A confiança dos consumidores brasileiros deve sofrer nova deterioração após a perda do grau de investimento, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Eduardo Terra. O efeito preocupa, diz Terra, porque afeta as vendas num período em que o setor se prepara para datas promocionais sobre as quais ainda existia bastante expectativa. "Essa perda de confiança assusta um pouco porque muitos varejistas imaginavam que poderia haver uma demanda reprimida a ser capturada em eventos como a 'Black Friday' e o Natal", afirma o executivo. "Quanto mais a confiança se deteriorar, menos provável isso se torna."
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