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Diário de Sorocaba

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<< Operação prende quadrilha ligada ao PCC em Mairinque Segundo a polícia, integrantes eram responsáveis por prestar contabilidade aos líderes presos da facção

Publicada em 11/09/2015 às 02:09
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Foto: Nathália Manzano
Onze integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos pela Polícia Civil, durante uma reunião de prestação de contas, num condomínio de luxo, em Mairinque, na noite de quarta-feira (9). Membros do chamado "estado maior", eles eram responsáveis por passar as planilhas de contabilidade da organização criminosa aos líderes presos da facção, que comandavam os crimes em diferentes regiões do Estado. 
 
A operação, comandada pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), também apreendeu 39 telefones celulares, sete computadores, dados contábeis das operações de tráfico de drogas e cartas cifradas. De acordo com o delegado da 4° Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) e divisionário do Denarc, Alberto Pereira Martins Junior, foi uma das maiores ações de combate ao crime já realizadas neste ano. "Asseguro a vocês que é o maior golpe contra a facção criminosa. O estado maior do partido foi preso", disse durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (10).
 
Segundo ele, outros quatro integrantes do setor contábil e administrativo do crime conseguiram fugir e pelo menos 15 pessoas participavam da prestação de contas. Em um dos documentos que serão periciados, está uma rifa que, até a reunião, já tinha arrecadado mais de R$ 1 milhão.
 
Durante coletiva de imprensa, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, parabenizou a equipe pela ação. “Este golpe contra a criminalidade organizada é resultado de um trabalho que vem sendo realizado pela Secretaria da Segurança, Delegacia Geral e Denarc, desde o início do ano”, disse Moraes. “O objetivo é acabar com a ação da facção através do estrangulamento do sistema financeiro”, completou.
 
O encontro, segundo o secretário, ocorria mensalmente, sem ter dia e local certos. “A reunião era realizada por 14 integrantes, e cada um representava uma região ou sub-região do Estado de São Paulo”, explicou.
 
Ainda segundo Moraes, a prisão de um homem responsável pela distribuição de drogas na Capital, Grande São Paulo e Vale do Paraíba, ocorrida em julho, auxiliou na detenção desses suspeitos. Na ocasião, foram apreendidos 1,623 tonelada de cocaína e 898 quilos de mistura para preparação da droga, que gerariam mais de R$ 40 milhões à facção.
 
A OPERAÇÃO - Depois de receberem a informação do encontro entre integrantes da facção criminosa, uma equipe de inteligência do Denarc passou a acompanhar um dos responsáveis por administrar a contabilidade do grupo que foi a uma chácara localizada dentro do condomínio de luxo, na Avenida do Sol.
 
No local, os policiais civis perceberam uma grande quantidade de carros estacionados, indicando a existência de uma reunião com muitos participantes. Depois da solicitação de apoio policial, os agentes entraram no condomínio e surpreenderam 14 criminosos. 
 
Segundo o delegado Wagner Carrasco, titular da 4ª Dise, os três suspeitos que conseguiram fugir atiraram contra os policiais. Ainda de acordo com ele, foram feitas diligências pelo local, mas os criminosos não foram localizados.
 
“A operação é fruto de um trabalho que visa não apenas combater os micro e médios traficantes, mas também os grandes distribuidores de droga no Estado”, ressaltou o delegado titular da Dise, Alberto Pereira Metheus Junior.
 
Dos 11 integrantes, dois eram procurados pela Justiça e seis têm passagens na polícia. Com eles foram apreendidos sete carros, porções de maconha e cocaína, 40 celulares, sete notebooks e pendrives; papéis com anotações também foram encontradas no imóvel. 
 
O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para perícia e será utilizado nas investigações, que prosseguem. A ocorrência foi registrada como associação criminosa; drogas sem autorização ou em desacordo; associação de duas ou mais pessoas; promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa; uso de documento falso e captura de procurado.
 
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