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<< Inquérito conclui inexistência de 'quadrilhas' na Prefeitura Denúncias que apontavam crimes de corrupção ativa e passiva são infundadas, segundo a Polícia Civil

Publicada em 21/08/2015 às 01:08
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Foto: Fernando Rezende
O inquérito que apurou a suposta existência de “quadrilhas” na Secretaria de Saúde e no setor de fiscalização de obras da Prefeitura concluiu que as denúncias protocoladas pelo vereador José Crespo (DEM) não possuem fundamentos concretos. O delegado Alexandre Cassola, que esteve no comando das investigações, disse que não existem provas que demonstrem irregularidades.
 
Os detalhes do processo foram explicados ontem, em coletiva de imprensa na Delegacia Seccional de Sorocaba, na companhia do delegado seccional, Marcelo Carriel. De acordo com Alexandre Cassola, o inquérito começou em outubro de 2014 e foi encerrado no dia 12 deste mês. “Recebemos uma série de denúncias, que foram recolhidas pelo vereador Crespo, sobre a existência de 18 quadrilhas dentro da Prefeitura. As denúncias, no entanto, foram feitas por munícipes, e relatadas em documentos enviados ao dr. Carriel”. 
 
A Prefeitura, por sua vez, solicitou um requerimento pedindo a instauração do inquérito para apurar as denúncias, através do secretário de Governo e Segurança Comunitária, João Leandro da Costa Filho. As acusações relatavam o possível pagamento de propina a fiscais do setor de obras para a liberação de alvarás a empreendimentos imobiliários que quisessem construir em locais indevidos. Nesse caso, os agentes não fariam a fiscalização devida. 
 
Em relação à Secretaria da Saúde, Crespo disse que recebeu em seu gabinete a informação de que no Instituto Morah, contratado pela Prefeitura para administrar o hospital Vera Cruz, existiam “laranjas” que atuavam dentro da quadrilha, instalada na Secretaria Municipal de Saúde. 
 
Durante o andamento do inquérito, a polícia ouviu oito pessoas ligadas a esses setores e analisou que as acusações de corrupção ativa e passiva são vagas e imprecisas. “Não existe materialidade criminosa nem mesmo fatos que comprovem a existências destas quadrilhas, portando nenhuma pessoa foi presa”, ressaltou o delegado Cassola. 
 
Com este fechamento, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que o enviará ao Ministério Público. Segundo o delegado Carriel, o promotor de Justiça poderá arquivá-lo ou reabri-lo caso apareçam fatos novos. “É muito provável que ele seja arquivado, pela inconsistência de provas. Se soubermos de novos fatos, nós pediremos a reabertura do inquérito e daremos andamento a novas diligências”. 
 
VEREADOR DIZ QUE HOUVE FALHA INVESTIGATIVA - O vereador José Crespo enviou nota dizendo que, na sua opinião, houve “falha investigativa” da Delegacia Seccional de Sorocaba em apurar as quadrilhas no Poder Público Municipal. 
 
“Isso posto, lamentamos, em nome da população de Sorocaba e em nome dos elevados e necessários princípios constantes no artigo 37 da Constituição, entre eles os da legalidade, moralidade e eficiência, que o desfecho das nossas denúncias da existência de várias quadrilhas de malfeitores dentro da máquina administrativa municipal esteja sendo este: o sumário arquivamento, sob a alegação de ‘falta de provas’”.
 
Crespo acredita ter havido “falta de vontade em investigar”, não por incapacidade do delegado, mas em razão de “forças ocultas”, de natureza político-partidária, a quem “a verdade não convinha”. 
 
Em resposta às declarações do parlamentar, o delegado Marcelo Carriel disse que a Polícia Civil não é partidária e tem o interesse apenas de esclarecer os fatos. “Não estamos aqui pra agradar ou desagradar ninguém. Apuramos os fatos, sem tomar partido. Somos ligados ao Estado e não ao governo.” 
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