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Diário de Sorocaba

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<< Contas públicas têm superávit primário de R$ 16,224 bi no primeiro semestre Esse foi o pior resultado para o período na série histórica, iniciada em 2001

Publicada em 01/08/2015 às 01:08
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Foto: Arquivo/ABr
O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 16,224 bilhões no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nesta sexta-feira (31). Esse foi o pior resultado para o período na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. No primeiro semestre do ano passado, houve superávit primário de R$ 29,380 bilhões.
 
Em junho, o setor público registrou déficit primário de R$ 9,323 bilhões, contra R$ 2,1 bilhões de déficit registrado em igual período de 2014. O resultado do mês passado foi o pior da série histórica. Em 12 meses encerrados em junho, o setor público teve déficit primário de R$ 45,692 bilhões, o que corresponde a 0,80% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País. Esse resultado em relação ao PIB também é o pior da série histórica.
 
O superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, ajuda a conter o endividamento do governo, a médio e longo prazos. Mas as dificuldades em cortar gastos e em aumentar as receitas fizeram a equipe econômica reduzir para R$ R$ 8,747 bilhões, 0,15% do PIB, a meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) para 2015. Desse total, 0,10% – R$ 5,8 bilhões – correspondem ao Governo Central. A meta anterior do setor público era R$ 66,3 bilhões ou 1,1% do PIB.
 
No primeiro semestre, o Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 1,911 bilhão, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 16,426 bilhões. Os municipais registram superávit primário de R$ 2,868 bilhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 1,159 bilhão. 
 
RESULTADO PIOR NO 2º SEMESTRE - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, disse que o déficit do setor público consolidado do mês passado decorreu quase exclusivamente do resultado do governo central. "Isso também foi uma característica do primeiro semestre: desempenho melhor dos governos regionais do que do governo central", disse. Para ele, no entanto, a contribuição das demais esferas tende a piorar. "O segundo semestre será menos favorável do que o primeiro para os governos regionais, não há dúvidas", previu. 
 
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, avisou aos governadores que vai começar a liberar nos próximos meses espaço para Estados tomarem novos empréstimos, depois de represar o endividamento no 1º semestre. Em outra frente para dar fôlego aos gestores, ele informou que o governo está aberto para permitir o uso de depósitos judiciais para pagamento de dívidas, medida recém-aprovada no Congresso.
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