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<< Dias dos Pais: Comerciantes apostam nas promoções para atrair consumidor As vendas para a data, no segundo domingo de agosto, devem apresentar uma pequena queda de 0,5% a 1,5% em relação a 2014

Publicada em 28/07/2015 às 03:07
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Foto: Fernando Rezende
O Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto, este ano dia 9, é uma data de expectativas positivas aos comerciantes da cidade, porém de acordo com pesquisa solicitada pela Associação Comercial de Sorocaba à Esamc Júnior a previsão não é tão favorável para este ano de 2015. As vendas para este Dia dos Pais devem apresentar uma pequena queda de 0,5% a 1,5%, na comparação com 2014. Segundo Rafael Muscari, da Esamc Júnior, a possibilidade da queda é reflexo dos indicadores econômicos. "Com a elevação das taxas de juros e da inflação, a pressão no aumento do custo de vida faz com que os consumidores evitem gastos e procurem presentes com menor valor", adiantou.
 
O presidente da Associação Comercial, José Alberto Cépil, reforça que o momento é de se diferenciar e criar motivos para atrair os consumidores. "O Dia dos Pais tem ganhado mais destaque a cada ano e é importante estimular isso, pois a data pode alavancar os negócios durante a primeira quinzena de agosto e para o restante do ano", destaca Cépil.
 
O gerente de uma loja masculina do Centro, Mauro Costa, afirma ser visível queda nas vendas, mas espera vender 20% a mais do que o normal. "Queremos arrebentar nas vendas. Vamos fazer promoções de camisas e camisetas. Temos a expectativa de chegar ao mesmo nível do ano passado. São muitas variedades", aposta otimista.
 
Já a gerente de uma perfumaria, Jaqueline Rocha Passos, aponta uma expectativa de apenas 5% e acredita que o medo da crise é o grande responsável pela queda nas vendas. "Na última data comemorativa que foi o Dia dos Namorados, a 12 de junho, nós esperávamos vender 12% e não atingimos. Por isso, pelo menos 5% temos que vender agora", arrisca, comentando que a melhor maneira de atrair o consumidor é um bom atendimento. "É muita simpatia na hora da venda", brinca. Outra novidade é a venda externa e Jaqueline mostra-se feliz com o resultado: "Estamos fazendo visitas em empresas e conseguimos vender muito bem. O consumidor não vem até a loja, mas a loja vai até ele". 
 
Para o gerente de outra outra loja masculina no Centro, Maurício Alves, na rua da Penha, mesmo com queda nas vendas a expectativa é de 10% neste ano. "A expectativa é das melhores; a esperança nunca pode acabar. Em dias normais, nós vendemos em torno de 50 a 100 camisas; já no Dia dos Pais, por exemplo, esses números dobram, podendo chegar a 200 camisas por dia", afirma esperançoso, comentando, porém, que a concorrência dos shoppings atrapalha um pouco o movimento do comércio da região central: "Nós pretendemos fazer muitas promoções, mas o pessoal foge do Centro com esse número elevado de shoppings na cidade" reconhece.
 
`CELULAR, MAS NÃO MUITO CARO' - A call center Mayara Massucato Souza, 20 anos, conta que pretende comprar um celular para o pai, porém não muito caro. "Quero algo simples, mas moderno. Ele tem que se acostumar primeiro, vive falando que só ele não é moderno. Tem que dar uma modernizada né? Com essa história de Whatsapp...", diz a filha.
 
A pequena Sabrina Regina da Costa, 8 anos, já garantiu o presente com a ajuda da mãe, Ivone Regina da Silva. "Vou dar uma roupa. Todo ano compro alguma coisa diferente", afirma orgulhosa do pai. 
 
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