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<< Fiéis caminham 15 quilômetros em homenagem a Nossa Senhora Aparecida

Publicada em 12/07/2015 às 02:07
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Foto: Arquivo/DS
Neste domingo, milhares de fiéis saíram em procissão na 116ª Romaria de Aparecidinha, que acompanha a ida da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Ponte, no Centro, até o Santuário Arquidiocesano dedicado à Padroeira do Brasil, no bairro Aparecidinha. 
 
Tradição que se repete há mais de um século, a Romaria é um dos eventos religiosos mais importantes do Estado de São Paulo. De acordo com o pároco-reitor do Santuário de Aparecidinha, o segundo Santuário Mariano no Brasil dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padre José Antônio Leite de Oliveira, a igreja foi construída em 1785 pelo mineiro João Martins Claro. Nessa época, os tropeiros que viajavam para o sul do País trouxeram a imagem da Santa, que, segundo o sacerdote, já passou por dois incêndios. 
 
Quando havia epidemias e problemas, a imagem era levada do Santuário de Aparecidinha até o centro da cidade para abençoar os enfermos. Em 1899, durante um surto da febre amarela, os devotos de Nossa Senhora pediam a cura da doença, potencializando o costume de se levar a imagem de Nossa Senhora até a cidade para abençoar o povo.
 
Então, Monsenhor João Soares do Amaral, pároco da Matriz de Nossa Senhora da Ponte (atual Catedral), tornou oficial levar a imagem até o Centro e depois trazer de volta, fixando as datas da Romaria – 1º de janeiro, saindo do Santuário de Aparecidinha para a Catedral, e o 2º domingo de julho, para o retorno ao Santuário. “De lá para cá, são 116 romarias que nós estamos tendo”, afirmou o padre José Antônio.
 
INÍCIO - Várias fontes indicam que o movimento de católicos ao bairro de Aparecidinha, em romaria, teve início em 1804. Ele acontecia, mas de forma descontinuada. Num artigo de 1852, do jornal “O Defensor”, fala-se da romaria como um evento tradicional no qual o costume era levar a imagem de Nossa Senhora Aparecida para o centro da cidade em momentos difíceis, como nos períodos de seca, enchentes ou epidemias.
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