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Diário de Sorocaba

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<< Parque do Campolim recebe sábado Leny Andrade com o Quinteto Cais

Publicada em 07/07/2015 às 01:07
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Foto: Divulgação
O palco do Parque do Campolim recebe no próximo sábado (11) a versatilidade da internacionalmente aclamada dama do Samba Jazz, Leny Andrade, com o Quinteto Cais, dentro da 9ª Temporada de Música Instrumental Brasileira, promovida pela MdA International, com curadoria do produtor artístico e musical sorocabano Marco de Almeida, dentro de um projeto mais amplo, o `Metso Cultural', que este ano está completando dez anos de sucesso - certamente o mais longo e contínuo projeto cultural já realizado na cidade e na região, que revolucionou nossa vida artística, trazendo a Sorocaba a melhor música brasileira e que também se tornou uma referência entre os grandes músicos. A apresentação é, como sempre, gratuita e começa às 18 horas.
 
"Quando a amizade e a liberdade se juntam, não é possível imaginar algo estacionário. A amizade, eterna troca de sentimentos como confiança e amor, é também um sentimento livre, sem limites, assim como acontece com a música instrumental, mundialmente traduzida como jazz. Se o jazz ganha ritmos brasileiros, com originalidade e inovação em sua sonoridade, a dimensão do movimento, do ir e vir, da troca, atinge outros mares". É assim que o curador artístico Marco de Almeida define o Quinteto Cais, que vem a Sorocaba sábado com Leny Andrade. "Une tudo isso com a categoria de quem sabe o que faz, por já ter feito. Lapidados pela pretensão de quem acredita em algo único, cinco músicos se unem simplesmente pelo objetivo de fazer música instrumental brasileira, autoral e também arranjos originais de canções que marcaram a MPB", acrescenta ele.
 
Melodias muitas vezes tocadas a seis mãos, com guitarra, trompete e piano, criam uma sonoridade ímpar, um vento novo de calmaria, com o Quinteto Cais. Os improvisos são barcos que partem, sabendo que podem voltar, confiando em um seguro Cais, formado por baixo elétrico e bateria. Com a simplicidade e a honestidade do encontro, com currículos extensos e importantes que marcam a música brasileira e internacional, embarcam no Cais alguns dos grandes músicos brasileiros: Marcus Teixeira (guitarra/violão), Daniel D'Alcântara (trompete/flugelhorn), Felipe Silveira (teclados), Felipe Fidelis (baixo elétrico) e Osmário Marinho (bateria). 
 
LENY ANDRADE - Leny Andrade é considerada por muitos uma das maiores intérpretes do mundo. No dia 29 de junho de 1999, em sua apresentação em Washington junto com Herbie Mann e Charlie Byrd, Leny foi saudada como `extraordinária' pelo "New York Times"; a `Sara Vaughn do Brasil' pelo "New Your Post" e `uma das maiores capacidades de improvisação, maravilhosa', pelo "The Globe". E isto tem ocorrido ao longo de sua carreira.
 
É, assim, Leny Andrade há mais de 50 anos indiscutivelmente uma das melhores intérpretes do mundo, reconhecida tanto no Brasil, como no Exterior. No final dos anos 50, se apresentou no "Bottles Bar", o famoso `Beco das Garrafas', com Sérgio Mendes e Trio. Surgiu no movimento da Bossa Nova sua carreira discográfica, com um reconhecimento internacional. Foi convidada a se apresentar em Buenos Aires, no Club de Astor Piazzola, "La Noche Club", e no Teatro Maipu. Depois de uma temporada de sucesso na Argentina, foi para o México, onde viveu por cinco anos. Gravou discos mais chegados ao samba e à música de vanguarda nos anos 70, como "Alvoroço" (73) e "Leny Andrade" (75). Em 79, na Columbia, gravou o LP "Registro", voltando ao samba-jazz, seara muito particular que Leny sempre dominou com maestria. Cantando ao lado de artistas como Dick Farney, Luiz Eça, Wagner Tiso, Eumir Deodato, Francis Hime, Gilson Peranzzetta e João Donato, firmou-se como a maior cantora brasileira de jazz, conhecida por sua notável capacidade de improvisação. 
 
Nas décadas de 80 e 90, dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos, onde gravou vários discos de samba-jazz, dentre os quais o clássico "Luz Neon", pela Eldorado. Dedicou ainda discos a compositores de samba, como Cartola e Nélson Cavaquinho. Lançou também CDs em parceria com instrumentistas de prestígio, como César Camargo Mariano ("Nós"), Cristóvão Bastos ("Letra & Música/Tom Jobim) e Romero Lubambo ("Coisa Fina"). Gravou ainda um CD apenas com `standards' norte-americanos, em ritmo de bossa nova ("Embraceable You"). No Brasil, recebeu do público e da crítica brasileira o título de `Melhor Cantora de Jazz Brasileiro'. Foi também considerada como `cantora musicista' pela sua incrível habilidade de improvisação e scat. Faz tournées em todo o Brasil, América Latina, Japão e Europa anualmente.
 
QUINTETO CAIS - O Quinteto Cais, por seu lado, tem em sua eclética composição pelo menos dois exímios ex-alunos do Conservatório Dramático e Musical "Dr. Carlos de Campos", da vizinha cidade de Tatuí: Osmário Marinho, que ali estudou com mestres como Jayme Pladevall, José Carlos da Silva e Cleber Almeida e se formou no curso de Jazz/MPB; e Felipe Fidelis que, aliás, já tuou ao lado de grandes artistas, como o saxofonista Derico Sciotti (Jô Soares), Taylor McFerrin (filho de Bob McFerrin) e com um dos maiores nomes da música gospel americana, Ron Kenol
 
Marcus Teixeira, por sua vez, natural do Rio de Janeiro, é autodidata e, em 1992, ingressou no último ano do curso de Jazz Ensemble no Conservatoire National de Region de Marseille, França, onde obteve o primeiro prêmio Medaille d’Or com unanimidade e felicitações do júri. Trabalhou ao lado de Flávio Venturini, Rosa Passos, Emílio Santiago, Gal Costa, Zé Luiz Mazziotti, Eliane Elias, Jane Duboc e Leila Pinheiro, entre muitos outros, além de sempre acompanhar Leny Andrade.
 
Daniel D'Alcântara, bacharel em Trompete pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), iniciou seus estudos musicais com seu pai, o trompetista Magno D’Alcântara. Atualmente, é professor na EMESP e Faculdade Souza Lima/Berklee. Acompanhou grandes artistas nacionais também como João Donato, Roberto Menescal, Ivan Lins, Joyce, Filó Machado, Rosa Passos e Milton Nascimento. Enquanto que Felipe Silveira, nascido em Campinas, é músico profissional há mais de 10 anos. Estudou música popular com Jaime Barbosa e erudita com Régis Gomide. Na cena instrumental, já tocou com vários nomes importantes igualmente, como Hector Costita, Teco Cardoso, Toninho Ferragutti, Michel Leme e Cuca Teixeira.
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